Vânia Casado
De Curitiba
A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) deverá acompanhar mais de perto a gestão das cooperativas, principalmente daquelas que apresentarem mais fragilidade na condução de sua contabilidade. Em situações extremas, a entidade poderá chegar até o quadro social, através da convocação de uma assembléia entre os cooperados para que sejam deliberadas ações saneadoras.
Trata-se do programa de Autogestão, aprovado ontem, durante assembléia entre os presidentes de cooperativas. Foi aprovada também a recondução do presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski e dos membros da diretoria da entidade a um novo mandato de três anos. ‘‘O objetivo do programa é resgatar a imagem do cooperativismo que foi desgastada com a quebra de algumas cooperativas’’, justificou. Esse compromisso foi assumido junto ao governo federal quando foi aprovado o Recoop (Programa de recuperação das cooperativas).
Além do programa de Autogestão, a nova diretoria da Ocepar, reeleita junto com o presidente, pretende consolidar a implantação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). O Sescoop foi regulamentado no final do ano passado, mas deverá ganhar fôlego com a realização de 800 cursos de capacitação até o fim do ano. Os cursos serão oferecidos aos dirigentes e funcionários de cooperativas.
Para isso serão investidos R$ 2,2 milhões, captados junto à contribuição de 2,5% sobre a folha de salários das cooperativas. Também através do Sescoop, a Ocepar pretende fortalecer a promoção social. Pretende utilizar a infra-estrutura das empresas do sistema ‘‘S’’ que têm áreas de lazer e atendimento médico-odontológico para ampliar esses serviços aos funcionários e cooperados. Outra meta traçada por Koslovski para a próxima gestão é o fortalecimento da Ocepar como entidade sindical.

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