Ocepar estima perdas de até 20% na safrinha
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segunda-feira, 09 de julho de 2001
Vânia CasadoDe Curitiba 
As cooperativas estão contando as perdas ocorridas no plantio do milho safrinha, quando a geada afetou a cultura no mês passado. Segundo o engenheiro agrônomo Nelson Costa, da Ocepar, nas áreas de baixadas, onde estava plantada a cultura, a perda chegou até 20%. Ele diz que as perdas ocorreram em todas as regiões porque o milho estava numa fase sensível às baixas temperaturas.
Costa não avalia o impacto que essas perdas vão provocar na produção estadual, mas adianta que as cooperativas já detectaram o prejuízo em suas áreas de influência. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, mantém a expectativa de produção de 2,9 milhões de toneladas para o milho safrinha. Uma revisão nessa projeção só será conhecida no final do mês, diz a engenheira agrônoma Vera da Rocha Zardo.
Segundo a engenheira agrônoma do Deral, Rossana Katiê Bueno, as geadas foram mais severas na região Oeste, onde a técnica admite que houve perdas nas regiões de baixadas. Segundo Katiê, na região Norte onde é expressivo o plantio de milho safrinha não houve geadas. Os produtores que plantaram milho safrinha este ano não têm o amparo da Cosesp, que ainda não pagou o sinistro do ano passado.
O preço do milho pago ao produtor já reagiu no mercado. Ele recebia em torno de R$ 7,20 a R$ 7,30 a saca e agora está recebendo entre R$ 7,80 a R$ 8,20 a saca, dependendo da região. No atacado, o milho está cotado entre R$ 9,20 a 9,30 a saca. Segundo Costa, essa valorização é resultado da descontração da oferta.


