A Ocepar e a Faep estão propondo a manutenção dos atuais valores do ITR para as propriedades produtivas. Na terça-feira, o Congresso vai apreciar o projeto de lei do governo que prevê o aumento na alíquota. A menor alíquota do imposto passa de 0,02% para 0,05% e a maior de 0,45% para 1,20%.
De acordo com a Faep e a Ocepar, embora o governo esteja querendo punir as propriedades improdutivas com a proposta de aumento do imposto, os proprietários de área produtivas também serão penalizados com o aumento do ITR. Para o consultor da Ocepar, Guntolf Van Kaick, ‘‘o aumento do imposto vai gerar uma revolta muito grande no campo’’.
Ocepar está propondo que a declaração de informação e apuração do ITR passe a ser feita apenas a cada cinco anos. Hoje esta declaração é anual. De acordo com a Ocepar, com a economia estabilizada não há mais razão para o produtor repetir a declaração todos os anos, o que só representa gasto de dinheiro e perda de tempo.
A Faep também está propondo a manutenção das atuais alíquotas do imposto. A Federação está apresentando emendas ao projeto do governo através da CNA e diretamente através da bancada paranaense no Congresso. O consultor para assuntos fundiários da Faep, José Guilherme Cavagnari, disse que a função do ITR é punir as propriedades que não produzem, mas de acordo com ele, não é correto penalizar quem está produzindo.

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