OCDE prevê recuperação mundial no 1º semestre
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em seu estudo semestral Perspectiva Econômica, divulgado ontem, em Paris, prevê que as forças que causaram a desaceleração econômica entre os seus trinta países-membros desde o final do ano passado, deverão começar a se dissipar ainda nesse primeiro semestre. Segundo a OCDE, a recente diminuição do ritmo de crescimento nas principais economias do mundo deverá, em combinação com a queda do preço do petróleo, ajudar a manter a inflação baixa.
A OCDE estima que a economia dos Estados Unidos deverá crescer 1,7% neste ano e 3,1% em 2002. O estudo prevê também, que em 2001 e 2002, o PIB do Japão deverá crescer 1% e 1,1% respectivamente e o da União Européia (UE) 2,6% e 2,7%. Para os trinta países-membros da OCDE, a previsão de crescimento é de 2% e 2,8%. A inflação nos EUA, segundo a OCDE, deverá ser de 2,3% em 2001 e 1,9% no próximo ano. O Japão irá registrar uma deflação de 1,2% neste ano e 0,4% em 2002. A inflação na UE em 2001 deverá ser de 2,2% em 2001.
Segundo o estudo, a recuperação econômica global deverá ser ancorada em vários fatores, entre eles a redução das taxas de juros, que já foi adotada em vários países. Políticas fiscais menos rigorosas e preços de petróleo menores deverão ajudar no estímulo da demanda agregada nos próximos meses. Além disso, o ritmo sustentável de crescimento de produtividade nos EUA, que foi impressionante na primeira metade da década de 90, sugere que esses ganhos em eficiência poderão ter vida longa, aumentando as chances de que sejam estendidos a outros países, disse a OCDE.





