OCDE estima que Brasil crescerá 3,2%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de maio de 2000
Agência Folha De São Paulo 
A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) disse que o Brasil deverá crescer 3,2% neste ano, 0,8 ponto percentual abaixo das estimativas do governo. Em 2001, a economia do País será 4,1% maior que em 2000. De acordo com relatório semestral preliminar divulgado ontem em Paris (França), a taxa de inflação entre 7% e 8% ao ano e os saldos comerciais positivos no primeiro trimestre do ano são alguns dos pontos positivos que permitirão ao Brasil obter crescimento superior ao da Argentina. Neste país, a OCDE prevê crescimento de 2,6% em 2000 e 3,5% em 2001.
Índice é 0,8 ponto percentual menor do que o projetado pelo governo. No ano que vem, expansão seria de 4,1% sobre 2000
A exportações brasileiras contribuirão para que o Brasil obtenha superávits comerciais importantes em 2000 e 2001, segundo a organização. Entretanto, a OCDE afirma que o saldo positivo na balança comercial apenas atenuará o imenso déficit em conta corrente que deverá permanecer acima dos 3% do PIB. As previsões da OCDE para esse déficit em 2000 e 2001 são 3,5% e 3,3% do produto total do País.
A organização prevê que as principais economias do Hemisfério Norte crescerão em média 4% neste ano e 3% em 2001. Na América do Sul, o crescimento médio previsto em 2000 é de 2,5%. A região se recupera desde 1999, mas, de acordo com a OCDE, as exceções são Argentina e Equador, cujas situações frágeis se devem às incertezas quanto à dolarização e especialmente à crise fiscal.


