OCDE alerta que crescimento global pode ser afetado
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terça-feira, 03 de setembro de 2013
Agência Estado 
Londres - A contida recuperação no crescimento econômico global pode ser ainda mais enfraquecida se a forte saída de capital de economias em desenvolvimento se intensificar, disse a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As informações são da Dow Jones Newswires.
Em um relatório sobre as perspectivas de curto prazo para as principais economias, a OCDE disse que, embora haja sinais de que as economias desenvolvidas estão se recuperando, uma desaceleração nos países em desenvolvimento significa que o crescimento global deverá se manter "lento".
Nos últimos anos, a maioria das ameaças destacadas pela OCDE para a economia global veio de economias desenvolvidas. Por exemplo, a zona euro tem enfrentado dificuldades para superar suas crises fiscal e bancária, e os líderes dos Estados Unidos mantiveram-se em desacordo sobre como lidar com os próprios problemas fiscais.
Mas, com a amenização dos problemas enfrentados pelas economias desenvolvidas, os grandes fluxos de capitais para as economias nos próximos anos em desenvolvimento, após a crise financeira de 2008, começaram a ser revertidos, colocando novos desafios para a recuperação global.
"Há um risco de que a volatilidade do mercado financeiro e que as fortes saídas de capitais nos últimos meses em algumas economias emergentes podem se intensificar, exercendo um peso adicional sobre o crescimento", disse a OCDE. "Altos níveis de dívida acumulados nos últimos anos aumentam a vulnerabilidade a choques financeiros".
A OCDE disse que saídas de capital levaram muitas economias em desenvolvimento a enfrentar dilemas políticos "difíceis", como a decisão dos bancos centrais em cortar as taxas de juro para combater a desaceleração do crescimento num momento em que suas moedas já estão se enfraquecendo rapidamente.
"Os países que tiveram a apreciação da moeda e grandes deficits em conta corrente nos últimos anos não devem em geral resistir à pressão descendente sobre as suas moedas no novo ambiente", aconselhou a OCDE.


