Brasília - O Ministério dos Transportes está reformulando seus principais projetos para ganhar tempo, cortar custos e escapar do cerco dos órgãos de licenciamento ambiental. Os técnicos estão dando preferência a pequenas intervenções que desafogam portos, hidrovias e rodovias, em vez de apostar em grandes projetos - que demoram a sair do papel por falta de verbas ou porque exigem demorados estudos de impacto ambiental.
A lentidão provocada pela falta de licenciamento ambiental levou o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, a criar uma assessoria especial só para cuidar desse tema. O trabalho de ''destravar'' os empreendimentos é coordenado por José Roque Nunes. É ele quem está implementando a idéia de simplificar obras e, com isso, ganhar tempo.
Outro exemplo é a hidrovia Paraná-Paraguai, onde o tráfego de barcaças, que estava interrompido, já foi retomado em alguns pontos. Na versão simplificada, a navegação foi garantida de janeiro a julho, período de cheia na região, que coincide com o auge do escoamento da produção.
No caso das rodovias, o volume de demanda é maior, até pelo número elevado de estradas. Nas ferrovias, estão sendo autorizadas pequenas obras com licenciamento simplificado.

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