Obras já absorvem três mil da construção civil
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de fevereiro de 1998
Curitiba 
A construção das fábricas da Renault, Chrysler e Audi/Volkswagen no Paraná, mais a ampliação da unidade da Volvo, estão garantindo a absorção de 3 mil empregados da área da construção. Esse número foi contabilizado pelo governo a partir dos dados fornecidos pelas empresas, todas se instalando na Região Metropolitana de Curitiba. Algumas delas começam a produção de automóveis ainda este ano, e as outras no próximo.
Os empregos atuais são dirigidos a pedreiros, marceneiros e mestres-de-obra e, em menor escala, a profissionais especializados, que estão sendo contratados nos canteiros de obras. As quatro montadoras investem R$ 2,5 bilhões.
O primeiro carro da linha de montagem da Chrysler deve sair no dia 8 de junho deste ano. A empresa assegura que, apesar das chuvas, o cronograma de obras vem sendo cumprido. As fundações e algumas áreas da linha de montagem - caso da de pintura e montagem de carrocerias, já estão prontas. Os operários concentram agora o trabalho no prédio da administração. O investimento na unidade da Chrysler de Campo Largo - região metropolitana de Curitiba - totaliza US$ 315 milhões. A fábrica foi projetada para produzir 12 mil veículos por ano. A oferta de empregos está estimada em 400 vagas, que podem saltar para mil empregos diretos quando a unidade atingir carga máxima.
A Renault, pioneira das montadoras, está empregando sozinha 1.400 operários na construção da unidade de São José dos Pinhais. Na primeira fase, que terá início no final do ano, a montadora - que vai ocupar área de 90 mil metros quadrados - vai produzir 110 mil carros/ano, mas a estrutura projetada pode abrir produção de até 220 mil unidades/ano. O investimento para a Renault é também o mais alto. Em investimentos e incentivos bate nos US$ 1,8 milhão. O número de empregos estimado é de mil.
Efeito multiplicador de instalação de uma montadora é o que pode ser sentido com a unidade da Audi/Volkswagen, também em São José dos Pinhais. Já confirmaram instalação dez outras empresas fornecedoras de auto-peças. Três delas ainda não atuam no mercado brasileiro: as alemãs Peguform (de frisos e pára-choques), Heidemann (de usinagem fina) e a Sekurit (de componentes de carroceria). A Continental, de produção de rodas e pneus, já anunciou que vai instalar uma segunda fábrica em Ponta Grossa. A Audi ainda vai absorver autopeça de 6 empresas.


