Dorico da SilvaEm boa horaObras da fábrica da Dixie Toga: trabalhadores da construção civil comemoram os empregosA cada anúncio de uma nova obra em Londrina, os trabalhadores da construção civil comemoram. Afinal, o setor que sempre foi grande empregador de mão-de-obra, viu cair ano a ano os investimentos em habitação e infra-estrutura, esvaziando os canteiros de obras no País. A construção da fábrica de embalagens Dixie Toga está gerando atualmente 400 empregos. A estimativa é que o número de trabalhadores chegue a 600 até o final de dezembro, quando termina a obra. Em janeiro, a fábrica entra em operação. ‘‘Essas obras são muito bem-vindas. Se elas não são suficientes para acabar com o desemprego, já é alguma coisa’’, avalia o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, José Aparecido Martins.
No terreno de 90 mil m2 em que a Dixie Toga está sendo construída, na Cidade Industrial (zona norte), os operários trabalham em ritmo acelerado. A área total construída será de 22 mil m2 - dois prédios de produção e mais 15 de apoio. Antes de ir para o canteiro de obras da Dixie Toga, o pedreiro Joaquim da Silva, de 32 anos, estava desempregado fazia dois meses. Casado e com dois filhos, ele conta que, assim que terminar o serviço na Dixie, vai para outra obra.
O servente Damião Nunes de Oliveira, de 22 anos, chegou de Alagoas há nove meses atrás de emprego. Antes de ir para a obra da Cidade Industrial, estava trabalhando num colégio. Como servente, está ganhando R$ 220,00 por mês. ‘‘Em Alagoas, recebia R$ 30 por semana’’. Ricardo de Carvalho, de 22 anos, nem lembra mais quanto tempo estava sem emprego. Na Dixie Toga, está trabalhando de servente. ‘‘Quando acabar aqui, fico desempregado de novo’’.
A construção da metalúrgica Beta-Sul Indústria e Comércio também vai manter o mesmo ritmo de trabalho na Cidade Industrial. Num terreno de 172,5 mil m2, vizinho à Dixie Toga, a Beta-Sul vai empregar 500 pessoas na construção até abril. Este mês a obra começa com 100 pessoas e em 90 dias deverão ser 500, segundo Ézaro Medina, diretor da construtora responsável pela obra, a Plaenge.(Carina Paccola)

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