Marcelo AlmeidaDemandaAntônio Cajueiro, da Petrofértil: Estados do Sul consumirão 6 milhões de metros cúbicos de gásAs empresas interessadas em construir o ramal Sul do gasoduto da Bolívia têm até o início de dezembro para apresentar as propostas à Petrobrás Fertilizantes (Petrofértil). O edital de convocação das empreiteiras foi lançado no final do mês passado e 22 grupos empresarias se pré-qualificaram. As obras do gasoduto deverão começar no início do próximo ano, nos três Estados do Sul. A exploração comercial está prevista para outubro de 1999.
A parte que envolve Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul é a última que ficará pronta. A primeira etapa, que compreende todo o interior paulista, entrará em atividade comercial até dezembro do ano que vem. Já foram construídos 16,5% do gasoduto. ‘‘Ainda este mês será feita a primeira solda da tubulação do gasoduto’’, afirmou o gerente de Projetos da Petrofértil, Antonio Cajueiro Costa.
Costa esteve ontem em Curitiba para participar de um seminário sobre a utilização do gás natural. O evento aconteceu na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Ele afirmou que o gasoduto boliviano está orçado em R$ 2 bilhões. O ramal Sul custará R$ 420 milhões.
Segundo Costa, o contrato feito entre a Petrobrás Fertilizantes com o governo da Bolívia permite o fornecimento diário de 30 milhões de metros cúbicos de gás (180 mil barris/dia), por um período de 20 anos. A quantidade seria suficiente para abastecer mais de 30 indústrias ou usinas do porte da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das maiores consumidoras de gás no País.
Todo o Estado paulista consumirá diariamente 8 milhões de metros cúbicos de gás natural. Os três Estados do Sul receberão juntos 6 milhões de metros cúbicos. A previsão feita pela Companhia Paranaense de Gás (Compagás) é que o Estado tenha uma demanda para cerca de 2 milhões de metros cúbicos de gás. ‘‘Já temos sete empresas que fecharam acordo para comprar o gás’’, afirmou o presidente da Compagás, Luis Roberto Bruel.
Enquanto não há o fornecimento do gás boliviano, as indústrias serão abastecidas com o gás da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária. A Compagás está viabilizando a construção de uma rede de abastecimento. O sistema terá 60 quilômetros de tubulação e atenderá à Cidade Industrial de Curitiba até o município de Campo Largo.
O projeto do gasoduto feito pela Compagás está em processo de licitação. ‘‘No final deste mês deverá ser publicado o edital chamando as habilitadas para a distribuição do gás da refinaria’’, informou Bruel. O projeto total está orçado em R$ 70 milhões, sendo R$ 12 milhões nesta primeira fase.

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