Londrina - Integrante do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr informa que o custo estimado do trecho de 950 quilômetros, de Panorama (SP) a Chapecó (SC), é de R$ 12 bilhões. E que, no máximo, 25% do recurso virá do governo. "Terá de ser feita em regime de PPP (Parceria Público-Privada)", afirma.
Segundo ele, o traçado em vermelho no mapa representa cerca de 100 quilômetros a menos de trilhos. "Mas a defesa que foi feita para o ministro (dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues) é que o próprio estudo de viabilidade mostra que o corredor (em branco) é economicamente mais viável, devido à proximidade das cargas", declara.
Mohr destaca que o desafio tanto do governo como da iniciativa privada é envolver a "indústria, as empresas de construção civil, os operadores ferroviários, os grande embarcadores para fazer o projeto ficar em pé".
Segundo o representante da Fiep, a indústria tem total interesse na ferrovia. "O transporte ferroviário custa 30% menos que o rodoviário. Então, a ferrovia vai permitir que os insumos cheguem para a indústria mais baratos e os nossos produtos cheguem para os clientes com preço logístico menor", ressalta.
Ele dá exemplos da utilização da via pelo setor. "Servirá, por exemplo, para levar chapas de MDF fabricadas na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ou no Rio Grande do Sul para a indústria moveleira de Arapongas. Pode levar grãos produzidos no Centro-Oeste para frigoríficos instalados no Paraná", afirma. Quando concluídos todos os seus trechos, a Norte-Sul ligará Barcarena (PA) a Rio Grande (RS). E estará interligada com outras ferrovias que levam aos portos.
Também, de acordo com Mohr, a Norte-Sul terá grande utilidade à indústria alimentícia do Estado, tanto para escoar a produção para outras regiões do País como para exportar. Em contêineres frigorificados será possível transportar, por exemplo, carnes processadas. (N.B.)

mockup