Brasília - Segundo o pesquisador Maurício Machaim, os experimentos vão continuar, mas o objetivo agora é a produção de transgênicos bovinos. ''Para se obter esse animal, é necessário usar a tecnologia da clonagem embutida na metodologia da transgenia. Já fizemos um experimento, mas o animal nasceu morto. Ele iria produzir uma proteína no leite para diagnosticar precocemente o câncer humano'', revela.
Outro estudo concentra-se no fator 9 - proteína importante na coagulação sanguínea, o que beneficiará principalmente os hemofílicos. ''A idéia é produzir essa proteína no leite. É o que a gente chama de bio-fábrica, um animal produzindo proteínas de interesse farmacológico para saúde humana'', conta o pesquisador da Embrapa, sem dar prazo para a finalização desses experimentos em transgenia.
Para o médico veterinário, a importância de se trabalhar com a clonagem e a transgenia reside em três fatores: disponibilizar essas ferramentas aos produtores rurais para a multiplicação de animais de alto mérito genético, associando a reprodução a um melhoramento das matrizes reprodutoras e em maior escala; produzir proteínas em benefício da saúde humana; e utilizar a reprodução para evitar o fim de raças ameaçadas de extinção.
''Estas são raças que vieram com os colonizadores portugueses, que passaram por uma seleção natural e correm o risco de extinção. O risco atinge bovinos, suínos, equinos, caprinos e ovinos'', assinala.
A Embrapa é a principal empresa de biotecnologia de reprodução animal da América Latina. Seus cursos são acompanhados por alunos de diversos países. A empresa possui 41 unidades espalhadas pelo Brasil, em áreas de pesquisas básicas e aplicadas. (Agência Brasil)

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