O consumo nas festas de final de ano
É muito comum com a chegada das festas de final de ano ocorrer um consumo exagerado de produtos e serviços ofertados aos consumidores, uma vez que com o recebimento do 13º salário e com as facilidades de crédito promovidas pelos comerciantes, ou seja, parcelamento em várias vezes, muitas pessoas têm ficado reféns do crédito fácil e acabam gastando muito além do que podem pagar, gerando um super endividamento desnecessário.
Os consumidores são atraídos pelo apelo das publicidades e pelo marketing emotivo das celebrações natalinas e acabam se precipitando ao consumo desnecessário na ânsia de querer agradar a amigos e familiares com presentes, mesmo que de baixo custo e, na grande maioria das vezes, fora das suas condições financeiras.
Neste sentido, importante destacar alguns cuidados para que os consumidores possam analisar o seu poder de compra com o que realmente é necessário para evitar o super endividamento: antes de ir às compras, fazer um planejamento antecipado do que vai gastar e verificar as dívidas pendentes, pagando-as com o recebimento do 13º salário, principalmente aquelas que podem gerar corte no fornecimento do serviço, tais como água, energia elétrica etc, além daquelas dívidas cujos juros são mais elevados; para não estourar o orçamento, fazer uma lista das pessoas que deseja presentear fixando sempre um valor máximo para gastar; evitar compras por impulso e desnecessárias, de preferência com a lista na mão; não esquecer de que depois das festas de final de ano, outras contas começam a chegar no começo do ano, IPVA, IPTU, rematrículas escolares etc, por isso, importante não parcelar em muitas vezes os presentes natalinos; de preferência não arcar com os custos da ceia de Natal e do Ano Novo sozinho, para fazer estas reuniões familiares importante combinar antes que cada participante possa levar um prato salgado ou sobremesa e bebidas, para que, no final, não fique caro para ninguém.
Resumindo, é preciso ter cautela, planejamento e disciplina com as compras de final de ano, não se empolgar com os apelos publicitários, principalmente para não iniciar o ano novo super endividado. Enfim, com esses cuidados o consumidor poderá passar um feliz Natal e um Ano Novo sem muitos contratempos.

EDILSON PANICHI é advogado e membro da Comissão de Direitos do Consumidor OAB/Londrina.

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