O setor de mobiliário teve retração de 10,23% no mês
O desaquecimento da demanda interna continuou puxando para baixo a produção industrial em julho. Segundo o IBGE, a queda no mês ante julho do ano passado sofreu impacto de reduções abruptas nessa base de comparação na produção de bens duráveis (-6,1%), não duráveis (-6,3%) e bens de capital (-6,1%).
No caso dos duráveis, a redução foi puxada por mobiliário (-10,2%) e eletrodomésticos (-8,4%). Nos não-duráveis, as principais quedas ocorreram em medicamentos (-22,7%), vestuário (-13%) e bebidas (-10,8%). A queda dos investimentos industriais foi ilustrada pelas retrações em bens de capital para energia elétrica (-14%), transportes (-9,1%) e construção civil (-38,1%).
A redução menos intensa entre as quatro categorias de uso pesquisadas, na base de comparação com julho do ano passado, ocorreu em bens intermediários (-0,7%), que têm o maior peso (60%) na ponderação da pesquisa. Entretanto, também nesse caso a demanda interna puxou o resultado para baixo, com queda em insumos para construção (-11%) e embalagens (-7,6%).
A queda não foi maior por causa da influência positiva nos segmentos dos bens intermediários voltados para exportação, como celulose (12%) e minério de ferro (3%). ''Exportação, agroindústria e petróleo continuam sendo os fatores positivos preponderantes, mas não suficientes para evitar as reduções nos resultados provocadas pela fraca demanda interna'', disse Sales.





