O risco do crescimento do Brasil para o mercado mundial
Está por demais provado que os países considerados altamente capitalizados não suportam observar crescimento dos países emergentes. Com o boicote do evento da vaca louca promovido pelo Canadá e interesses coligados, pode-se notar no mercado mundial a preocupação do crescimento do Brasil em todas as áreas.
Um país que teve um crescimento nos últimos dez anos saltando de US$ 1 bilhão para US$ 34 bilhões a título de investimentos e inovações em todas as áreas somadas ao crescimento no campo educacional com a oportunização se triplicando para a profissionalização obrigatória exigida pelo mercado, fez com que o Brasil se evidenciasse na última década.
O desenvolvimento da agricultura, tecnologia imposta e estudos científicos realizados, dão ao Brasil possibilidades de atingir uma produção de 100 milhões de toneladas neste início de século, sem nos esquecermos dos produtos orgânicos e do respeito ao meio ambiente pelos profissionais que trabalham na área.
O salto gigantesco de nossa pecuária, com rebanho superior a 160 milhões de cabeças e atingindo o terceiro lugar no mundo em exportações de carne bovina, apresentando tecnologia de ponta nos cruzamentos industriais e excelente adaptação do rebanho zebu em nossas dimensões continentais 90% da carne produzida é considerada carne verde, ou seja, produzida exclusivamente a pasto sem as diversas contaminações introduzidas pela ração em confinamento intensivo são motivos suficientes para a indústria brasileira e o mercado internacional saberem da qualidade do rebanho produzido.
Diante disto, o mercado, através das cabeças pensantes de destaque no mundo, vem avalizando que o Brasil, juntamente com a China, como as grandes economias da próxima década. Para dar embasamento a todas estas análises é que o Brasil teve mais de 34 bilhões de investimentos e de recursos voláteis no último ano e aguarda para o ano 2001 a vinda de 24 bilhões de recursos em investimentos fixos, registrando ainda o crescimento de 20% em nossas exportações no último ano.
Temos produtos de destaque; somos o único país do mundo que cresce em energias renováveis cana-de-açúcar; e temos um projeto imenso já em funcionamento na hidrovia no Norte e Centro-oeste do País. Somos um País de destaque em frutas devido ao excelente clima que dispomos e, junto com estes produtos, eleva-se o turismo e, sem sombra de dúvidas, o clima altamente ajustado com terras produtivas que aceitam e dão retorno aos investimentos.
Observando que o Brasil é a última fronteira mundial com possibilidades de retorno a curto prazo, o FMI, primeiramente, deu crédito e acreditou na política econômica. Junto com esta política capitalista, vieram os bancos internacionais. Primeiro o HSBC. Posteriormente os demais bancos com destaque para os espanhóis, portugueses e holandeses.
E, junto com o sistema financeiro vieram as empresas de telecomunicações, de vários ramos de alimentação e demais prestadores de serviços buscando abocanhar uma fatia do mercado promissor que estamos verificando a cada instante.
Somos uma população que está se conscientizando de que o profissionalismo deve ser o objetivo da década. A volatização e adaptação do brasileiro nas atividades avalizaram a chegada de diversos investimentos também na área automobilística com efeitos colaterais diversos.
O que falar então do mercado altamente disputado, com o Brasil localizado estrategicamente no coração da América do Sul e possuindo ainda portos estratégicos? Em um país com estas característica, com crescimento diário, com certeza, seria boi de piranha para o mercado mundial, isso sem destacarmos todos os potenciais nas áreas de cultura, esporte e lazer.
Que o mercado e nós nos acostumemos às retaliações internacionais, que estão apenas começando. Daí as nossas assertivas anteriores: o Brasil continua sendo a bola da vez e o país do futuro.
- PAULO AFONSO RODRIGUES é contabilista e assessor financeiro em Londrina
[email protected]
www.afiplan.hpg.com.br





