No inicio deste ano, cerca de 400 cães e gatos foram vacinados contra a raiva em uma campanha emergencial realizada no Jardim Petrópolis, em Londrina. A ação foi realizada depois da confirmação de raiva em um morcego encontrado morto na região.
De acordo com o médico veterinário Italmar Navarro, a raiva é uma doença comum entre os morcegos. ''Cerca de 1% da população de morcegos que se alimenta de frutas e insetos tem raiva naturalmente. Este número cresce muito nas populações de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). Portanto, sempre convivemos com a raiva nas áreas urbanas e a melhor maneira de evitar a doença é vacinando anualmente os animais'', orienta.
Ele destaca que os casos confirmados em Guaravera e Irerê não são exceção. ''Todos os anos temos a confirmação de casos de raiva em animais de grande porte no Paraná. A região central do Estado tem muitas montanhas e cavernas, este é o habitat do morcego, por isso registram casos de raiva durante o ano todo'', informa.
O Paraná foi o primeiro Estado do Brasil a ter a raiva canina controlada. Apesar disso, a vigilância é mantida e todo animal que morde alguém é observado. ''O cachorro que coloca as pessoas em maior risco é o 'semi-domiciliado', ou seja, aquele que tem casa e alimento disponíveis, mas fica solto na rua, nesses passeios ele entra em contato com outros animais e pode pegar e transmitir a raiva''. Ele acrescenta que os gatos também merecem atenção. ''A prática da caça faz parte da natureza dos gatos e isto os coloca em risco, pois o morcego contaminado pode ser uma das presas do animal'', explica.
Italmar Navarro alerta que o morcego é um animal noturno. ''Encontrar um morcego voando ou parado em alguma árvore, quintal ou mesmo no chão durante o dia não é um bom sinal. Esta mudança comportamental pode ser um indicativo de que o animal tem raiva'', finaliza. (M.A.)

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