O que vem por aí
O QUE VEM POR AÍ
CréditoO quinto ano do Real começa com os juros dos empréstimos estacionados em níveis elevados, porque a decisão do Banco Central de reduzir 0,75 ponto porcentual a Taxa Básica do Banco Central (TBC), de 21,75% para 21% ao ano, não deve contemplar com cortes também os juros cobrados de consumidores. A redução das taxas nos próximos meses depende da diminuição da inadimplência e do corte de tributos, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Imposto de Renda (IR). O Conselho Monetário Nacional deve discutir a possibilidade de redução do IOF de 15% para 6% ao ano na reunião de hoje, em Brasília. Por enquanto, somente o Banco do Brasil anunciou juros menores para julho como forma de tentar diminuir o número de inadimplentes e por causa da queda da TBC.
CrediárioO economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo, diz que a tendência do juro no crediário é de estabilidade, porque a inadimplência continua elevada. As taxas estão variando de 6% a 9% ao mês.
Cheque especialNão é esperada queda significativa de custo. As taxas variam de 4,25% a 12,9% ao mês. No BB, a taxa será reduzida de 9,10% para 7,90% ao mês.
Cartão de créditoA Associação das Administradoras (Abecs) projeta queda de até 1,5 ponto porcentual nas taxas cobradas, porque a maioria das administradoras não vem repassando, desde março, as quedas da TBC ao juro do crédito rotativo e parcelado. As taxas, nessas modalidades, vão de 6% a 12,55% ao mês. No BB, a taxa cairá de 9,30% para 7,95% ao mês.
Crédito pessoalAinda que cobre os encargos mais baixos, essa opção tende a manter as taxas atuais, que variam de 2,62%, no HSBC Bamerindus, a 6,80%, no Bradesco. No BB, a redução será de 5,35% para 4,45%.





