O que vale no leilão é o preço de mercado
A Caixa Econômica Federal costuma fazer um leilão por semestre em várias regiões do Estado. A estrutura para a venda é montada sempre próxima às cidades onde estão os imóveis que foram transferidos para a Caixa, após comprovada inadimplência dos mutuários. Os leiloeiros chegam a ofertar até 300 imóveis por vez.
Mas nem todos os imóveis são arrematados. Segundo levantamento da Caixa, a média histórica de venda gira em torno de 30% em todo o País. O restante vai para venda direta. As casas, apartamentos e terrenos são colocados à venda pelo valor de mercado ou até abaixo da cotação. Quando o morador ainda está no imóvel, perde preço pela dificuldade de se tirar o proprietário do local.
Apesar de o leilão ser pelo preço de mercado, a Caixa não aceita negociar com o mutuário a quitação do imóvel por esse valor. O pagamento do saldo devedor não é perdoado. A Caixa alega que financia os imóveis tomando dinheiro emprestado do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou da poupança, pagando as mesmas condições e taxas que cobra dos mutuários. O indexador usado, no caso é a TR (Taxa Referencial).
Caso o imóvel não seja vendido no leilão, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) pode tentar fazer a venda de forma direta, como se fosse um imóvel comum. Isso se deve graças a um convênio firmando com a Caixa. O acordo que oferece a opção de venda foi assinado no final de 1999. Com a atuação do Creci, os leilões que eram quase que bimestrais, passaram a ser semestrais. (C.M.)





