A Economia mudou de palavras, frases e jargões nos últimos dias, devido a queda contínua dos mercados no mundo todo. A população antes acostumada com termos ligados à inflação, poupança, cheque especial, cartão magnético, teve seu dia-a-dia invadido pelo mundo das bolsas de valores. Palavras como volatilidade, ativos, passivos, confiabilidade, entre tantos outros termos indigestos, orbitam na cabeça de simples mortais, acostumados, quando muito, a cumprir suas obrigações financeiras diárias (veja quadro nesta página).
A financeirização da economia impõem às pessoas comuns à tarefa árdua de entender os novos jargões do ''economês'' vigente. As dúvidas são frequentes e, quando se procura um especialista em bolsa para entender do assunto, elas podem diminuir ou aumentar devido a intrincada rede de terminologias que compõem o mundo do pregão. Aliás, pregão é o grande salão de operações das Bolsas do mundo todo, onde se vende ou compra-se ações. Nas bolsas estão investidores e especuladores. Este último é ''craque'' na venda ou compra de ações para faturar cada vez mais.
Mas imagine o corretor de ações virar para você e, sem cerimônias, dizer que você está comprado. Ou dizer que você está vendido. Antes que fique tudo parecendo papo de corrupção política, estar comprado em Bolsa significa apenas que você adquiriu ações de uma determinada companhia. E vendido, que está querendo vender suas ações. A companhia, entenda-se empresa ou banco, disponibiliza ações no mercado financeiro através de uma corretora, quando investidores compram estes papéis, financiando seu crescimento. Quando a companhia vai crescendo e gerando dividendos, as ações na Bolsa vão se valorizando e o investidor passa a lucrar.
A volatilidade é uma das palavras mais decantadas nos últimos dias. No mundo dos mercados, existem duas palavras mágicas que comandam as negociações: confiança e desconfiança. Quando os investidores estão desconfiados que qualquer companhia ou banco vai mal das pernas, bem, alguns preferem abandonar a posição e outros preferem fortalecê-la. Posição, neste caso, significa abandonar o barco vendendo as ações da companhia ou comprar, fortalecendo as ações da empresa. A volatilidade reflete o sobe (compra) e desce (venda) das ações. Portanto, é bom não ter opinião formada a respeito de qualquer ação no mercado, até porque pode virar pó. Que o diga bancos nos EUA e no mundo, centenariamente considerados sólidos, foram comprados por outros bancos em apenas um dia.
O mercado sobe no boato e desce no fato. Este é um dos mais velhos jargões da Bolsa. Entendê-lo, porém, leva um tempo. Conhecer aquela amiga bem-humorada, mas não entender o por que de tanta alegria, cria-se mil dúvidas e indagações. As más línguas chegam a dizer que ela pode ter acertado na loteria ou encontrado um bom partido. O disque-me-disque toma conta das pessoas que rodeiam a colega, assim é no mercado de ações, enquanto há um boato as ações vão subindo. Por exemplo, fica-se sabendo no mercado que um banco vai comprar outro do mesmo porte. Quando o banco compra o outro, assim como se sabe que a amiga está feliz porque ganhou uma viagem para Europa, o fato vem à tona, como não é mais novidade, as ações começam a voltar para seu preço real.
As explicações não param por aí, mas caso as dúvidas continuem sem solução na sua cabeça, há uma saída: a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disponibiliza em seus site um curso online sobre o mercado financeiro. O mercado tomou um ''prozac'' (antidepressivo) de US$ 850 bilhões de dólares do governo americano esta semana, especialistas da Bolsa, entretanto, preferem o termo recessão da economia, ao invés de depressão. Pois é, traduzindo, as economias vão crescer em menor velocidade daqui por diante.

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