O que prever
O QUE PREVER
O Procon preparou uma cartilha com orientações para que o consumidor evite descontroles orçamentários. Acompanhe:
- Despesas esporádicas: é preciso fazer uma reserva financeira para cobrir as despesas que não são desembolsadas todos os meses, mas apenas uma vez ou outra. É o caso do IPTU, do IPVA, do licenciamento e seguro do carro, de contribuições para os organismos de classe.
- Despesas imprevistas: são um problema e tanto para quem não tem nenhuma reserva financeira e ainda se equilibra no limite do cheque especial. Aí, o consumidor fica sem saber como pagar os serviços do mecânico, quando aparece um problema no carro, por exemplo. Sônia Cristina Amaro, assistente de Direção do Procon-SP, diz que, no caso dos serviços prestados por cabeleireiros, dentistas, marceneiros, pedreiros, etc., é necessário pesquisar bem os preços, porque as diferenças podem ser grandes, mas sem descuidar da qualidade.
- Escola: no orçamento familiar, o item escola precisa ser analisado com cautela. A mensalidade não pode ser corrigida durante o ano letivo, mas não dá para prever o percentual do reajuste anual. É que a legislação proíbe a correção da anuidade com base na inflação, mas permite o repasse da variação de custos a título de pessoal e custeio e também para o aprimoramento de projeto didático-pedagógico. E é aí que o pai do aluno pode ser surpreendido com aumentos que superam a sua capacidade de pagamento. Os pais devem verificar ainda se a anuidade escolar vai ser dividida em 12 ou 13 parcelas. Neste caso, ele vai arcar com o pagamento de duas parcelas em um único mês. Quem tem filhos no último ano do curso de ensino fundamental (antigo primeiro grau) deve preparar-se para pagar anuidades mais elevadas no curso médio (antigo segundo grau), mais caro. É preciso, também, deixar uma reserva de dinheiro para compra de material escolar e uniforme, no início do ano letivo.
- Saúde: as empresas de assistência médica estão reajustando as mensalidades dos planos de saúde anualmente por percentuais que, em geral, não superam a inflação. Com a mudança na legislação, no entanto, é possível que esse item fique mais caro, dependendo do plano que o consumidor escolher. Na questão da saúde, há ainda os gastos com remédios.





