O que poderia ser feito para reduzir os encargos trabalhistas?



''Tenho uma proposta formulada nos anos 90 que iria desonerar a folha de pagamento e não aumentaria o déficit da Previdência. Os agricultores recolhem 2,2% da sua receita bruta para o fundo previdenciário e, desta forma, todas as empresas poderiam fazer esse recolhimento. Então, os encargos sairiam da folha de pagamento e seriam transferidos para a receita bruta das empresas. Essa contribuição, com índice a ser definido, pesaria pouco no orçamento das empresas e, sem os encargos, estimularia a formalidade dos empregos''
Ismael Mologni, economista




''Os encargos trabalhistas chegam a 85% e para a construção civil, por exemplo, chegam a 130% devido às intempéries climáticas. As contribuições cobradas dos funcionários são pagas em dobro pelos empregadores e, o problema, é que esse pagamento não reflete na saúde pública ou em uma aposentaria decente. Uma das alternativas poderia ser a incorporação do 13º salário ao salário mensal e, com isso, deixaria de ser encargo. Acredito que teríamos que ter encargos semelhantes aos de países desenvolvidos, que chegam a 45%.''
Renato Pianowski de Moraes, economista



''Acredito que o governo federal teria que dar alguns estímulos aos empregadores para estimular a formalização dos empregos. A informalidade é uma questão temporária porque, depois, o empregado vai procurar a Justiça do Trabalho. A redução dos impostos iria estimular a formalização dos empregos e, consequentemente, a arrecadação da Previdência aumentaria e os conflitos trabalhistas seriam reduzidos. O governo iria ganhar no volume arrecadado e minimizaria o déficit da Previdência, que hoje está muito alto''
Fátima Campos, economista.

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