Curitiba - Os empresários do setor do agronegócio paranaense já têm uma série de questões que pretendem cobrar da nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT). Uma das principais expectativas é que ela resolva problemas relacionados à infraestrutura do Estado como o Porto de Paranaguá e as ferrovias. Além disso, os empresários querem a modernização dos instrumentos de apoio do governo federal para a agropecuária como um investimento maior em pesquisa, além de um olhar diferenciado para o seguro agrícola e o crédito rural.
Para o assessor técnico-econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, será preciso mudar as regras do crédito rural. O setor pretende ainda solicitar investimentos em algumas estradas do Paraná. ''Esperamos um governo democrático'', disse. Para ele, o governo Lula foi ''um esgostamento do governo de Fernando Henrique Cardoso''. Ele acredita que Dilma também precisará realizar as reformas trabalhista, tributária e previdenciária.
Os empresários ligados à Associação Comercial do Paraná (ACP) pretendem cobrar as promessas de campanha. ''Esperamos que a presidente cumpra o que prometeu: respeito absoluto aos princípios consagrados na Constituição brasileira, principalmente respeito à iniciativa e propriedade privadas e às liberdades de imprensa e religião'', disse Edson Ramon, que preside a entidade.
Ele destacou ainda que o setor do comércio também espera um ''total comprometimento com a ética e a moral e que, no campo econômico, a presidente eleita busque sempre o crescimento sustentável''.
Na Associação Paranaense de Supermercados (Apras), a expectativa é que haja continuidade do trabalho realizado pelo presidente Lula. ''A continuidade do crescimento econômico, da classe C e da renda é importante para o aumento das vendas do setor'', disse o superintendente da entidade, Valmor Rovaris.

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