José Lopes Aquino, diretor comercial da Colibri Móveis do Brasil, informa que a indústria deverá fechar o ano com faturamento ligeiramente maior em relação a 2007, com crescimento real de 2% a 3%. Aquino atribui o crescimento reduzido principalmente às questões da concorrência com os eletrônicos, que para ele são mais divulgados nos meios de comunicação. ‘‘Os eletrônicos têm mais apelo comercial na mídia, e nós percebemos que estes produtos tiveram queda nos preços e o móvel obteve alta, fazendo com que o consumidor se despertasse mais para os eletrônicos ao invés de trocar seus móveis.’’
  Para o final do ano, Aquino calcula que a indústria deverá produzir a mesma quantidade que produziu no mesmo período do ano passado. Com isso, para as vendas de Natal, não será necessária a contratação de mão-de-obra temporária. Sobre a alta do dólar e a crise financeira internacional, ele acredita que os reflexos sobre a indústria moveleira no mercado interno vão ocorrer devido à diminuição do crédito ao consumidor, de uma possibilidade de elevação na taxa dos juros e da redução no número de parcelas das prestações.
  Outra moveleira de Arapongas, a DJ Móveis, segundo o gerente comercial Cleverson Nonis, deverá empatar os valores de faturamento com o ano de 2007. Para ele, 2008 está sendo um ano ‘‘um pouco difícil’’, mas ainda tem expectativa de melhoria para os próximos meses. Nonis também espera efeitos negativos da crise internacional e das questões cambiais para as exportações, que hoje representam 8% do faturamento da empresa. ‘‘Os compradores estão esperando para ver como vai ficar a questão do dólar, mas se o final do ano tiver um aquecimento nós estamos preparados para suprir o mercado, pois investimos em estoque’’, diz. A indústria não contratará profissionais para o final do ano. Essa mão-de-obra será suprida pelos investimentos em maquinários e tecnologia feitos em 2007. (D.A.)

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