O excelente desempenho das Bolsas tem animado muita gente a investir em ações, na maior parte dos casos por meio de fundos carteira livre. Mas, para aproveitar a boa expectativa de retorno, o investidor precisa tomar alguns cuidados.
Um erro primário que alguns aplicadores cometem, empolgados com a perspectiva de ganhos expressivos, é destinar todo o dinheiro para fundos de ações. Qualquer especialista do mercado recomenda a diversificação dos recursos disponíveis, e nunca a concentração numa aplicação.
O diretor-adjunto do Banco de Boston, Vitor Bidetti, lembra que, no momento de aplicar, é preciso considerar fatores como o prazo e o objetivo do investimento, além do grau de tolerância ao risco. Em vários bancos e administradoras, o investidor responde a um questionário, para identificar o seu perfil.
Outro procedimento temerário é escolher o fundo apenas por sua rentabilidade. O Boreal Ações II, do Banco Boreal, rendeu 171,10% nos quatro primeiros meses do ano, mas não é uma aplicação para todos os gostos. Atuando de maneira agressiva nos mercados de Índice Bovespa futuro e de opções, o Boreal Ações II tem alto risco.
Aplicação e resgate O mecanismo de aplicação e de resgate nos fundos de ações é diferente do dos fundos de renda fixa. Na maioria das instituições, o capital investido é incorporado pela cota do dia seguinte ao da aplicação (D+1). O resgate também ocorre em D+1: se o investidor decide sacar hoje, seu rendimento será calculado pela cota de amanhã. O crédito do valor do resgate na conta corrente leva mais tempo, três a quatro dias após o pedido de resgate (D+3 e D+4).

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