Com o aumento da gasolina, anunciado para vigorar a partir de segunda-feira, estima-se que o consumidor londrinense venha a pagar cerca de R$ 2,00 pelo litro do combustível. O número redondo chama a atenção, embora quem tenha carro já esteja mais ou menos acostumado com os aumentos frequentes. Percorrendo as ruas da cidade, a reportagem buscou levantar o que daria para se fazer com tal quantia.
Para começar, no café da manhã, daria para tomar um pingado (café com leite), comer um pão francês com manteiga e ainda sobrariam R$ 0,80 para levar mais quatro pães para casa ou comprar quase um maço inteiro de cigarro de marca mais popular.
Por volta do meio-dia, quando a fome começasse a apertar, com R$ 2,00, em média, daria para pagar um prato-feito que inclui um tipo de carne, arroz, feijão e salada. Se a opção fosse um lanche, que tal um salgado e um refrigerante pequeno por R$ 1,70? Nada mal, e ainda sobrariam R$ 0,30 - com mais R$ 0,10, daria para comprar, como sobremesa, uma casquinha de sorvete italiano. Se a idéia fosse preparar o almoço em casa, com R$ 2,00 seria possível comprar quase 1,5 kg de arroz. O feijão, também básico no cardápio brasileiro, ficaria um pouco mais caro: cerca de R$ 2,35/kg.
À tarde, quando o calor fica mais forte, daria para se refrescar tomando quatro copos médios de caldo de cana ou comprar quatro litros de tubaína. E se o que ''não tem jeito, remediado está'', o negócio é dividir com os amigos uma cerveja ao preço de R$ 2,00/garrafa. Mas se a dor de cabeça for inevitável, com tantos aumentos, com exceção do salário, o melhor é passar na farmácia mais próxima e comprar um analgésico: com R$ 1,60 dá para comprar até 10 comprimidos.

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