O que é fundamental no enxoval do bebê?
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sexta-feira, 16 de junho de 2006
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Casaquinhos, macacões, paninhos de boca, enfeites, mantas e toda sorte de coisinhas fofas destinadas a vestir e apoiar os primeiros meses dos bebês. Com o exame de resultado ''positivo'' em mãos, o maior desafio das futuras mães é resistir aos apelos das vitrines de lojas especializadas em enxovais. Em meio à profusão de roupinhas e acessórios, o fundamental é ter planejamento para não exagerar nas compras. Afinal, as crianças crescem rápido e aquele macacão que serviu direitinho na primeira semana provavelmente não terá mais serventia ao fim de um ou dois meses.
Gerente de uma loja de móveis e enxovais para bebês, Sirlei Aparecida de Lima Rosa conta que as ''grávidas de primeira viagem'' são as que mais dão atenção aos palpites alheios e acabam comprando maior número de peças. ''As que já têm filhos compram menos porque acumulam a experiência anterior e sabem o que será realmente útil'', diz.
Roupinhas e artigos de cama e banho, além de acessórios para o dia-a-dia, são adquiridos aos poucos. ''Um enxoval básico, com roupas, mantas e acessórios, sai por mais ou menos R$ 500,00'', informa, acrescentando que as mães cujos bebês nascem no inverno gastam o dobro do valor investido em roupas, em comparação com os bebês nascidos no verão. O enxoval completo, destaca, inclui também os móveis e acessórios como carrinho, banheira e bebê conforto. ''Esses produtos, as famílias costumam comprar de uma só vez'', relata.
As avós são companhia constante na hora de escolher o enxoval. Sirlei revela que, por isso, coisas comumente utilizadas em outros tempos, como pagãos (conjunto de casaquinho e camiseta amarrados por fita ou cordão) e faixas de umbigo, ainda são procuradas. Apesar de não se recomendar imobilizar crianças em cueiros, essas peças continuam fazendo parte dos enxovais - agora usadas como mantas ou para forrar carrinhos. ''Pode comprar porque usa bastante'', aconselha a gerente.
A dona-de-casa Denise Taira, 25 anos, espera ansiosamente pela chegada de Pietra. ''Ela será a primeira filha, primeira neta e primeira sobrinha'', conta a feliz mamãe, que está se baseando em listas cedidas por maternidades e lojas especializadas para compor o enxoval da criança.
Inexperiente, ela tem dado bastante atenção aos conselhos de outras mães. ''Mas acabo recorrendo à minha própria mãe quando tenho muitas dúvidas'', diz. Apesar de ter consciência sobre o pouco tempo de uso das primeiras roupinhas, Denise admite que não consegue resistir à profusão de coisas cor-de-rosa espalhadas sobre o balcão das lojas. ''Acho que estou comprando demais'', confessa.
A enfermeira Renê Tramontina, 29 anos, é outra ''mãe de primeira viagem'' que não consegue passar indiferente pelas vitrines de produtos para bebês. ''Tem muita coisa bonita e barata. Hoje mesmo, vim comprar só o kit de berço, mas vou embora com uma sacola de outras coisas'', conta ela, que ainda vai esperar algumas semanas para a chegada de Ana Luísa. Assim como Denise, ela se baseia nas listas de enxoval e na ''consultoria'' da mãe para definir o que é essencial. Cautelosa, também faz bastante pesquisa de preço antes de decidir a compra dos itens mais caros. ''É preciso andar bastante para economizar. As diferenças de preço entre as lojas são grandes''.
Periferia
Os supermercados da periferia de Londrina estão com os preços mais baixos que seus concorrentes no centro da cidade, sem considerar os dias de promoções. Confira os preços de alguns produtos: quiabo, R$ 0,59 o quilo; vagem, R$ 1,84; batata, R$ 0,88 o quilo; tomate, R$ 0,65 o quilo; banana nanica, R$ 0,79 o quilo; ovos,R$ 1,19, a dúzia; e o pão francês de 50 gramas, R$ 0,15 a unidade.
Sacolões
A maioria dos sacolões no centro de Londrina adota o preço único para os produtos que comercializam. Em outros sacolões na periferia da cidade, os preços variam de acordo com o produto. E com uma diferença de preço considerável.
Outra diferença
A diferença entre o preço ''real'' e o preço de alguns produtos em dias de promoções supera 50% em um grande supermercado de Londrina. Eis alguns exemplos:
Tomate carmem
de R$ 1,99 por R$ 0,68;
Cebola
de R$ 1,99 por R$ 0,93;
Repolho
de R$ 1,56 por R$ 0,46 (o quilo).


