O problema não é a balança
Quem não conhece a famosa lei de ''levar vantagem em tudo''? Nem sempre os adeptos desta ''legislação'' acabam bem. Quem conta a história é o técnico em balanças Carlos Muniz, proprietário do Mercado das Balanças.
Filho de pai balanceiro, Muniz relembra o caso de um açougueiro que colocava uma faca de mesa dentro do prato da balança, debaixo da carne, de forma que o freguês não percebesse a falcatrua. ''Na hora que ele tirava a carne, ele puxava a faca e ninguém percebia. Até que um freguês, desconfiado, começou a pesar a carne em outro estabelecimento e descobriu que vinha uns gramas a menos'', contou Muniz. Na época, o Ipem foi chamado e notificou o comerciante. Por pouco o caso não acaba na Polícia.
''O problema não é a balança, mas quem está atrás da balança'', diz Joel Batista sobre a fama das balanças que ''roubam''. ''Não são as balanças que estão erradas, mas os donos'', completa ele, que é feirante há 13 anos, na Saul Elkind. Batista vende somente cereais e ainda utiliza uma balança Filizola que pesa até 15 quilos, aquelas antigas que não se fabricam mais. ''Para nós não tem problema. As compras aqui são de meio quilo para cima e para mim esta balança é a melhor e mais prática. A digital é boa para quem pesa coisas pequenas, frutas, alho. Com a eletrônica o feirante não perde porque o peso e o valor saem exatos. Nesta aqui a gente sempre deixa passar a mais. Mesmo assim, prefiro essa, com ela não tem erro porque aferimos uma vez por ano'', conta. (V.B.)





