Na busca por um preço mais baixo, muitos consumidores optam pela mercadoria falsificada. Mas neste caso, literalmente, o barato pode sair caro. São óculos de sol, remédios, tênis e brinquedos que colocam em risco a saúde, com danos por vezes irreversíveis.
A presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renata Waksman, lembra que produtos clandestinos são inseguros porque não passam qualquer tipo de controle de qualidade. ''O pai que compra um produto pirata para o filho poderá gastar posteriormente muito mais com a aquisição de medicamentos para a criança'', comenta a médica.
A coordenadora nacional da organização não-governamental Criança Segura, Luciana Oreilly, destaca que produto pirata não identifica a faixa etária, quebram em pequenos pedaços com facilidade e normalmente é feito com substâncias tóxicas.
Óculos de sol também merecem destaque na categoria perigo. Segundo João Luiz Pacini, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, dificilmente as lentes de óculos falsificados contêm filtros que bloqueiam a luz ultravioleta. Em vez de proteger, podem causar lesões na retina e até mesmo levar à cegueira. ''Óculos de grau vendidos no comércio informal, sem consulta médica, também são muito perigosos'', acrescentou. ''Podem desencadear crises agudas de glaucoma, quadro muito grave com risco de cegueira''.
Este ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou a falsificação de três medicamentos a partir de denúncias de consumidores. Com o objetivo de evitar a fraude, a agência está desenvolvendo um projeto em parceria com a Casa da Moeda para a confecção de um selo de segurança. A meta é impedir que as embalagens sejam violadas, além de facilitar a identificação do medicamento original por parte do consumidor. (Da Redação)

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