O ministro da Agricultura Reinhold Stephanes disse ontem, em Londrina, que um aumento de mais de 40% no preço do álcool ao consumidor não pode ocorrer. ''Deve haver algum engano, isso não pode porque o preço do álcool neste ano está mais baixo do que no ano passado. O preço só pode subir desta maneira se tivesse aumentado a demanda'', salientou. Na quarta-feira os consumidores londrinenses foram surpreendidos por um forte reajuste no custo do litro. O produto, que era vendido a partir de R$ 1,02 a R$ 1,27 e passou a variar de R$ 1,45 a R$ 1,47.
Stephanes acrescentou que o Brasil é o único País onde o álcool compete com a gasolina. ''Se o preço do álcool subir muito os consumidores podem migrar para a gasolina'', avaliou. Segundo ele, a auto-suficiência na produção de petróleo proporcionou uma certa estabilidade dos preços da gasolina no mercado interno. ''No mercado internacional a cotação do petróleo triplicou e o preço da gasolina está há dois anos e meio sem subir. O Brasil não incorporou esta alta, só o diesel que subiu entre 8% e 10% mas é pouco se compararmos ao mercado externo, que teve reajuste de 300%'', argumenta.
Sobre o programa nacional de energia, o ministro disse que a produção brasileira de álcool combustível é suficiente para exportação para os Estados Unidos e para a União Européia. ''O problema são as barreiras impostas, os Estados Unidos, por exemplo, cobram mais de 150% de impostos de importação. Os vilões da alta de preços dos alimentos são eles porque a produção é feita a custo muito alto e ainda ocupa espaço dos alimentos'', observou.

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