Ouro, mirra e incenso. Com estas três oferendas os reis magos presentearam o menino Jesus, no dia do seu nascimento, há mais de 2000 anos. Seria uma mera lembrança, se hoje não fizesse parte de uma das religiões mais difundidas pelo planeta - o cristianismo. É por isso que Sônia Wild acredita no poder de cura pelos cheiros das essências. Mas alerta para as precauções quanto ao uso dos incensos na hora de perfumar os ambientes.
Há 15 anos, havia poucas notas olfativas disponíveis no mercado. Hoje, elas passeiam por uma ampla gama que vai desde as misturas sintéticas até as matérias-primas naturais. ''Existem aromas como hortelã e almíscar que são indicados para auxiliar em processos alérgicos respiratórios, mas é preciso cuidado com a maneira de difundir'', orienta.
Ela conta que existem pessoas que não conseguem ficar em ambientes fechados com incenso aceso. Quando a fumaça apresenta reações alérgicas, sua utilização é contra-indicada. Isto é muito comum com os aromas sintéticos, que são mais pesados. ''Por isso, algumas moléculas 'grudam' no seu nariz e proporcionam uma sensação desagradável em quem tem sensibilidade aguçada'', completa.
A solução do problema são os difusores elétricos e à vela. Hoje, são os mais procurados porque não exalam fumaça. O sistema funciona por meio de essências que evaporaram com o calor do fogo ou pelo aparelho ligado na tomada. Esse sistema é o mais usual atualmente porque evita alergias ou irritações nasais. Dentre as fragrâncias naturais, a lavanda é a mais vendida. No leque de opções das sintéticas, as cítricas e as notas de baunilha concentram a preferência dos clientes. (R.O.)

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