O pior da crise para o Brasil já passou
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
Ricardo Leopoldo<br> Agência Estado 
São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o pior dos efeitos da crise mundial sobre o Brasil já passou. Segundo Mantega, os impactos da recessão foram registrados basicamente no quarto trimestre do ano passado, provocados em boa parte pela abrupta retração do crédito internacional, o que também afetou o sistema financeiro nacional.
De acordo com o ministro, a economia apresenta um desempenho melhor do que o registrado nos últimos três meses do ano passado. Eu acredito que gradualmente o País vai recuperando o seu dinamismo. Mas só no segundo semestre vai acelerar, comentou.
Mantega ressaltou que o Brasil vai crescer em 2009 e classificou como pessimistas as avaliações de alguns analistas, segundo as quais o País não apresentará crescimento este ano. O ministro ressaltou que o governo continua trabalhando com a meta de expansão do PIB de 4%.
Em palestra para 300 dirigentes de companhias no seminário Lide/Abap, em São Paulo, Mantega chegou a afirmar que o país deve crescer acima de 3% este ano. Ele tomou como referência o piso de expansão real da Nestlé para o Brasil, segundo o presidente da companhia no país, Ivan Zurita.
O ministro também afirmou que já há indicadores de antecedentes da indústria que apresentaram resultados favoráveis em fevereiro, mas não detalhou quais eram tais índices.
Executivos
Apesar da crise financeira internacional, um grupo de executivos no Brasil procura passar a mensagem de que há oportunidades de crescimento no País. Reunidos ontem com Mantega, os presidentes do Grupo Pão de Açúcar, Unilever e Nestlé garantiram que os planos de investimentos para este ano estão mantidos e disseram inclusive que promoverão a abertura de novos postos de trabalho.
No encontro, Abílio Diniz, presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, confirmou a manutenção do plano de investimentos de R$ 1 bilhão este ano para a abertura de 100 novas lojas. O executivo, que acredita que a empresa terá um bom crescimento neste ano, garantiu que o consumo está em um nível razoável. Nossa expectativa é de que este ano ainda possa surpreender favoravel-mente, disse Diniz.
Apesar de não revelar números, o executivo afirmou que o grupo registrou crescimento das vendas em janeiro e que o ritmo está se mantendo em fevereiro. Segundo Diniz, o crescimento ficou até acima do projetado pela companhia. O executivo negou ainda qualquer possibilidade de demissão no grupo, que encerrou 2008 com uma faixa entre 66 mil e 67 mil funcionários. Vamos encerrar 2009 com um volume bastante superior a isto, afirmou.


