As medidas e suas consequências
- Elevação da CPMF de 0,20% para 0,38%.
Atual alíquota vale até 22 de janeiro de 1999. Orçamento vai ficar mais apertado, porque parcela maior de recursos será destinada a pagamento do imposto. Isso vai exigir racionalização na movimentação do dinheiro. Na economia, CPMF tem efeito perverso, porque aumenta custos da cadeia produtiva
- Aumento da contribuição do funcionário público à Previdência Social.
Além da alíquota atual de 11%, quem ganha acima de R$ 1,2 mil vai recolher 20% sobre o que exceder esse limite O aperto será ainda maior no bolso do funcionalismo, que, além do aumento da CPMF, vai pagar mais ao INSS. De todo modo, medida corrige distorção do sistema que concedia benefícios mais altos a quem contribuía com menos
- Aumento do IOF de 2%, nas apólices de vida, e de 4%, de carro e casa, para 6% a partir de fevereiro
A elevação do imposto será acrescida ao preço do seguro automaticamente, resultando em despesa maior para ter o bem protegido
- Cobrança da Cofins dos bancos, a uma alíquota de 3%
Esse novo custo pode traduzir-se em aumento de tarifas ou taxas de juros aos correntistas, constituindo-se em mais uma fonte de corrosão do orçamento
- Retomada urgente da votação das reforma da Previdência Social.
Faltam ser votados três destaques e a tentativa do governo será derrubá-los. Se isso acontecer, vai ficar mais difícil aposentar-se e vai mudar o critério de cálculo do benefício

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