Curitiba - As carências e gargalos dos transportes ferroviário e hidroviário - incluíndo portos - no Paraná serão temas de um debate realizado amanhã entre entidades ligadas à engenharia e ao setor produtivo do Estado No encontro serão discutidos os resultados de estudos sobre os dois modais, parte do Plano Estadual de Logística e Transporte para o Estado do Paraná (PELT 2020) Além de avaliar a situação atual, os participantes irão apontar soluções para os problemas, em uma tentativa de uniformizar a posição das entidades diante da questão da mobilidade e logística paranaense
O PELT 2020 é um trabalho conjunto do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado do Paraná (Sicepot) e Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) Durante seis meses, as entidades levantaram informações sobre a situação do transporte rodoviário, ferroviário, hidroviário, portuário e aeroportuário no Estado, além de estudar a intermodalidade entre eles
Segundo o engenheiro civil e coordenador do Grupo de Trabalho de Transportes do CREA-PR, Paulo Roberto Santos Nascimento, é a intermodalidade dos meios de transporte que torna um país ou Estado competitivo Mas, na opinião dele, ''o Brasil não é, nem o Paraná''
No modal ferroviário, um dos temas do debate, Nascimento explica que há uma preocupação grande em razão das carências existentes no Estado ''Um dos gargalos é o trecho entre Guarapuava e Curitiba, onde a velocidade dos trens cai e é preciso desengatar vagões em razão da linha defasada'' Enquanto em outros trechos as locomotivas trafegam com entre 15 e 30 vagões, no trecho citado passam cerca de cinco vagões por vez Ele menciona ainda o trecho Curitiba-Paranguá - ''um traçado antigo, da época do Império'' - e a região mais a oeste de Cascavel, com uma ferrovia inoperante
''O trecho Guarapuava-Curitiba chegou a ter um projeto pronto que já poderia estar em operação Só faltou a liberação dos recursos que não saíram porque o governo federal não fez uma Parceria Público-Privada (PPP)'' Uma das razões desses gargalos, na opinião dele, que também é conselheiro do IEP, é a falta de uma política de investimentos, tanto públicos como privados ''Agora o governo federal acordou com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 1 Mas quando chegou aqui, o recurso não veio porque não existiam projetos ou eles já estavam defasados Enquanto isso, o Paraná perde, porque Santa Catarina acaba de lançar o edital para a construção da linha ligando Chapecó ao Porto de Itajaí''

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