O negócio é investir no funcionário
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de agosto de 2003
Camilla Rigi<br> Reportagem Local 
Em período de crise, a alternativa mais óbvia para algumas empresas é cortar gastos, mas isto está longe de ser a única saída. Contrariando essa tendência, alguns empresários começam a investir mais em seus funcionários para que eles possam ajudar nos momentos difíceis. Para explicar como colocar em prática essa opção, a psicóloga gaúcha especialista em Diagnóstico Organizacional, Isabel Doval, esteve em Londrina no último fim de semana para ministrar um curso de gestão das competências.
No contexto mundial em que as mudanças são muito rápidas e a concorrência já ultrapassou os limites espaciais uma vez que a Internet possibilita o comércio a longa distância dos mais inusitados produtos trabalhar um ponto diferencial é a solução para que a empresa se sobressaia em seu setor. A adoção da gestão de competências significa criar esse algo mais, partindo do desenvolvimento do quadro de funcionários.
De acordo com a psicóloga, a mudança no modelo de gestão das empresas está aumentando. Empresas grandes, pequenas, familiares, sem restrições, para se manterem no mercado, investem cada vez mais em pessoas. ''A Microsoft já computa em seu patrimônio investimento em desenvolvimento do pessoal e consequente geração de conhecimento'', exemplifica.
Uma das estratégias para estimular esse desenvolvimento é a forma como as informações da empresa são administradas. ''Os funcionários devem compartilhar os problemas e os bons resultados, assim, cria-se um grau maior de comprometimento com o produto e com a empresa'', explica a psicóloga. Mas, antes disso, o ambiente de trabalho deve ser adequado para que cada funcionário tenha consciência da política da empresa.
Investir em projetos sociais também é uma estratégia para se diferenciar. O objetivo é ''transcender o paradigma da concorrência, pensar além do lucro''. Essa inclusão em projetos sociais, segundo Isabel Doval, melhora a imagem e a auto-estima da empresa.


