O moderno da construção civil (Osvaldo Petrin)
Osvaldo PetrinO moderno da construção civil
-Algumas das novidades da Feira Internacional da Construção (Feicon), aberta ontem, em São Paulo: 1) Placas de cimento (ao invés de tijolos) que podem substituir o sistema tradicional de alvenaria, 2) caixa dágua em polietileno estruturado, para substituir as convencionais, de amianto, substituídas em alguns países devido ao grau de toxicidade, 3) um tubo de PVC de grande diâmetro para drenagem pluvial, 4) filtros para revestimento de poços artesiados, 5) Cerca de 30 novos equipamentos de segurança, 6) Equipamentos capazes de reduzir os desperdícios. Uma série de lançamentos em tubos e conexões.
-A construção civil não é refratária à adoção de tecnologia, embora lhe falte parâmetros aferidores da validação de novas técnicas. Impulsionada pelos investimentos dos fabricantes de insumos e máquinas (só a Tigre diz ter investido R$ 18 milhões em lançamentos), a construção está passando por momento histórico em termos competitivos. Feiras e exposições existem para aquilatar essas coisas e salientar bem os indicadores da modernidade. Falta-lhe mão-de-obra especializada. Mas, pudera, deve ser o setor que menos investe em treinamento. O setor, porque as indústrias de materiais buscam qualidade para brigar por um espaço globalizado.
-Segundo o gerente de Marketing da Tigre, Luiz Mendonça, à Agência Folha, a vantagem do tubo Ribloc está na segurança das emendas na junção dos tubos.
-Sobre as caixas dágua, Mendonça afirma que, além de mais resistentes, as novas caixas são também mais leves. Uma caixa dágua de 500 litros feita em cimento pesa cerca de 70 quilos. A de polietileno pesa aproximadamente 20 quilos, disse. A Tigre irá fabricar as novas caixas em 500 litros e 1.000 litros. Mendonça estima que, com o novo produto, em dois anos a Tigre conquiste entre 20% e 30% do mercado de caixas dágua. Além disso, a Tigre está lançando tubos e filtros para revestimento de poços artesianos, chamados de Geotigre. A empresa não atuava nesse segmento do mercado e espera, em dois anos, conquistar participação de 30%.
-Outra empresa presente na Feicon, a Fortilit, anunciou que vai lançar um sistema de construção civil inédito no Brasil. É o Plycen, que substitui o sistema tradicional de alvenaria. Ao invés de tijolos, são usadas placas de cimento e celulose para a edificação de paredes, do piso e do teto. As placas permitem que o acabamento seja feito com qualquer tipo de material, como ocorre com a alvenaria. Segundo o presidente da Fortilit, João Hansen Neto, uma das grandes vantagens desse novo sistema de construção é a rapidez. Construímos 100 casas na América Central em três semanas. Pelo sistema tradicional, seriam necessários cerca de oito meses, disse.
-As placas do Plycen saem da fábrica seguindo os padrões de tamanho
determinados pelo construtor, com todos os cortes de portas e janelas,
inclusive com o espaço necessário para as instalações elétricas, de água e de gás. Proteção
A abertura dos mercados mundiais aos produtos agrícolas - setor que os países industrializados, principalmente a União Européia (UE), fazem questão de proteger - dominou as reuniões da Organização Mundial do Comércio (OMC).
FHC/Clinton
Segundo Mônica Yanakiew, da AE, foi o único tema sobre o qual os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton concordaram. E que contou também com a simpatia do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair.
Agenda
As comemorações do cinquentenário do sistema multilateral de comércio, em Genebra, coincidiu com um encontro de ministros dos 132 países da OMC para definir a agenda de negociações sobre produtos agrícolas.
Avanço
Apesar de os EUA quererem avançar em novas áreas, como comércio eletrônico, Clinton fez questão de priorizar a abertura do ainda fechado mercado agrícola mundial.
Tarifas
Ele lembrou o compromisso, assumido há quatro anos pelos europeus, de reduzir barreiras tarifárias e subsídios à produção de produtos agrícolas, em 1999. Essa mesma idéia foi defendida, com maior vigor, por Fernando Henrique.





