- A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) inicia hoje as negociações com o contrato futuro de milho. O mercado está apostando nesse novo contrato e espera liquidez e bom volume de negócios. Não de imediato, porém. James Ferraz Alvim Netto, diretor da Safic Corretora de Valores e Câmbio Ltda., diz que o contrato deverá ser ativo tanto quanto o de boi. O milho é um produto que não tem influência do mercado externo, diz.
- O que existe é muito otimsmo, o que não deixa de ser bom. Os vendedores de milho passam a ter um referencial de mercado. Sem indicador de mercado ele fica a mercê do preço do dia. ‘‘Agora, com base nos contratos de milho na BM&F, o agricultor pode se programar melhor porque já tem idéia do funcionamento do mercado na hora da colheita’’, observa Walter Coutinho Júnior, analista da Carraro Agrobusiness, de Maringá.
- Cada contrato de milho é o equivalente a 450 sacas; as cotações são em dólar à vista, e o local de formação é Campinas (SP). Portanto, ao cotar os preços o vendedor tem que levar em conta que a base é Campinas. Horário do pregão das será das 15 às 16h15.
- Alguns ceralistas e cooperativas acham que o preço do milho no mercado interno vai se aproximar mais das cotações internacionais, embora isso não deva ter a mesma semelhança do que acontece com a soja. Para o produtor, os contratos na BM&F representam uma evolução na história da comercialização do milho.
- Para ‘‘Safras e Mercados’’ é mais uma opção a dar parâmetros ao mercado de milho. Walter Coutinho, da Carraro Agrobusiness, faz ainda a seguinte observação: O interesse do produtor pelos contratos futuros de milho é grande mas a liquidez dos primeiros pregões na Bolsa deve ser pequena. Segundo ele, os produtores ainda estão acordando para esse tipo de comercialização, mas a tendência é de que os mercados futuros prosperem.
- Outros analistas acreditam que, em pouco mais de dois anos, contratos de milho já estarão consolidados. Foi assim que ocorreu com a soja, que ainda está engatinhando, e com o boi, que tem um grande volume de negócios. Sobre este aspecto Coutinho lembra que alguns dos primeiros pregões de boi gordo na BM&F chegaram a fechar com apenas um contrato negociado.
- Para o operador, a comercialização através da BM&F pode ser muito vantajosa e é acima de tudo uma grande arma que o produtor tem para garantir sua lucratividade. Outras vantagens dos contratos futuros, é que eles podem definir ao agricultor uma tendência de mercado. Através dos preços futuros se pode ver se é vantajoso ou não plantar determinados produtos.
- Os setores moageiro e de ração não se pronunciaram. Mas não acreditam que os contratos futuros atuem como variável de sustentação de preços. Acham que projetar preços não significa antecipar tendências de alta...ou de baixa.

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