O mercado da higiene bucal em expansão
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quarta-feira, 25 de março de 2009
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
O mercado de higiene bucal, que inclui escova, creme e fio dental, além dos enxaguantes (antissépticos), movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano e deve crescer em média 30% até 2012. O principais motivos para isso são a conscientização da população sobre a necessidade dos produtos, a melhoria do poder aquisitivo e a estabilidade econômica.
Os programas governamentais, com orientações e distribuição de kits, também contribuem para a expansão do setor. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que 58% dos brasileiros ainda não têm acesso a escova e creme dental. Mas esse índice está caindo: era de 65% em 2003.
Para satisfazer as necessidades do consumidor e concorrer no mercado, os fabricantes investem em tecnologia e design. O importante é estar sempre inovando. Os cremes dentais são o carro-chefe do setor, mas as principais inovações envolvem as escovas e os enxaguantes bucais.
Nos supermercados, é possível encontrar escovas que custam até R$ 14. As diferenças estão nas cerdas, na cabeça e no cabo. A empresa londrinense Dentalclean, por exemplo, foca a atenção na escova de cerdas com as pontas arredondadas. ''Com base em estudos, sabemos que esse tipo de cerda evita danos ao esmalte do dente e à gengiva. Na fabricação, o controle de qualidade das máquinas é que garante as pontas bastante arredondadas. É um detalhe imperceptível para o consumidor, mas valorizado e indicado pelos dentistas'', afirma Lincoln Castro, gerente de marketing da empresa, que produz também fio dental e enxaguante, atendendo o mercado nacional.
Outra inovação é a escova com tecnologia 3D, cujo ângulo permite a limpeza mais eficaz nas laterais dos dentes, onde a higiene é mais difícil. ''Como escova é um produto que o consumidor troca muito, estamos sempre buscando inovar'', observa Castro. Ele informa que também são fabricadas as escovas no padrão reto, muitas vezes as preferidas dos dentistas, mas os modelos diferenciados, que compõem o chamado ''mercado premium'', são os destaques.
Os enxaguantes bucais, que propagam a ideia de reduzir a placa bacteriana e evitar mau hálito, também ganham destaque. Nos supermercados, já ocupam boa parte das prateleiras e aparecem em versões para adultos, adolescentes e até crianças. As marcas líderes vendem a embalagem de 250 ml a R$ 10. Os sabores, em geral, são menta e hortelã. A Dentalclean passou a fabricar enxaguantes no final do ano passado e lançou uma opção com própolis e calêndula. ''Tem função cicatrizante e antibacteriana, e baixo nível de álcool na sua composição (entre 6% e 8%)'', informa o gerente de marketing.
Em relação a fio dental dental, a evolução do mercado é mais lenta. ''De dez anos para cá o que mudou foi o material: antigamente o principal era a poliamida (base têxtil) e hoje é o polipropileno (base plástica). Com isso, diminuiu o índice de desfiamento na utilização'', explica Castro. Hoje, o consumidor pode optar aindas pelos fios (ou fitas) saborizados e encerados. Os preços variam de R$ 3 a R$ 7.
Entre os cremes e géis dentais há muita variedade, incluindo sabores inusitados como açaí e frutas cítricas. Os mais caros (acima de R$ 3, o tubo de 90 gramas) são os que propagam as funções de ''branqueadores'' e maior eficiência na prevenção das placas.


