O leitor reclama
A técnica de informática, Vilma Correia Melhado, 30 anos, até hoje não se conforma com uma das últimas compras de roupa que fez. Ela conta que no final do ano passado, comprou uma calça de lycra aproveitando uma promoção tentadora. No primeiro dia de uso da calça, entretanto, ela teve uma surpresa: ao tentar suspender a calça pelo cós ficou pasma ao constatar que o tecido rasgou. Vilma afirma que procurou a loja no dia seguinte, mas não conseguiu a troca da mercadoria. Ela reclama da loja afirmando que sempre usa calça de lycra e jeans e que nunca teve este tipo de problema. Nunca ouvi falar que não se deve erguer a calça pelo cós e está na cara que o tecido da calça estava podre, afirma.
A empresa responde
O gerente da loja Pura Mania, em Maringá, Luiz Antonio Fontana, onde Vilma comprou a calça, diz que a cliente agiu errado ao suspender a calça pelo passante. Segundo ele, todos os vendedores da loja informam aos clientes que não se deve suspender a calça pelo passante. A cliente fez muita força para levantar a calça por isso o tecido rasgou, justifica. Segundo ele, não há como fazer a troca da mercadoria porque não foi constatado que o tecido tinha qualquer defeito.
O que diz o Código de Defesa do Consumidor
De acordo com o chefe do Procon de Maringá, Adilson Reina Coutinho, nenhuma calça vem com manual de uso e seria razoável por parte da loja realizar a troca da mercadoria. Não conheço nenhuma calça que apresente um manual explicando que não se deve erguê-la pelo cós, justifica. Além disso, segundo ele, o tecido da calça teria que resistir. O caso demonstra que o produto não tem qualidade, argumenta. O Procon, neste caso, conforme Coutinho, determina a troca da mercadoria. Caso a loja não faça a troca, a consumidora deve entrar com ação no juizado de pequenas causas.





