Paulo WolfgangMil carnêsEva de Jesus comprou tapetes e um jogo de sofá, tudo a prazoCom duas sacolas na mão, a diarista Eva Assunção de Jesus volta das compras: na sacola, tapetes para a casa, que fica no Conjunto Aquiles Stenghel (zona norte de Londrina). Para pagar, ela usou o cartão da própria loja, como costuma fazer. O vencimento das compras será no dia 11 de outubro, pelo valor à vista. ‘‘Se eu não quiser pagar o total, posso pagar um pouco e jogar a diferença para frente. Aí tem um acréscimo, mas é pequeno, R$ 2,00 ou R$ 3,00’’, diz a consumidora.
Paulo Wolfgang‘Tem aumento?’Terezinha de França: ‘‘Vou pagar o preço da vitrine’’
Eva conta que sempre compra no crediário, já que não tem cheque e não pode usar esse meio de pagamento. Para ela, é mais fácil comprar a prazo do que à vista. Além dos tapetes, Eva está pagando prestações de um jogo de sofás. ‘‘Essas parcelas vão até fevereiro. Fica mais fácil pagar aos poucos’’.
A cozinheira Terezinha Rocha da França, que mora em Cambé, também fazia compras em Londrina esta semana. Comprou calçados para o marido e o filho. ‘‘Vou pagar a prazo proque o salário é muito curto. Não dá para comprar tudo o que a gente quer e precisa’’, diz. ‘‘A saída é ficar no crediário’’.
Terezinha afirma que não acredita que haja cobrança de juro no preço dos sapatos. ‘‘Vou pagar o preço da vitrine’’, afirmou à reportagem da Folha. A primeira parcela vence no dia 5 de outubro. Ela vai terminar de pagar a dívida somente no dia 5 de dezembro. ‘‘Dependendo da mercadoria, eu pago à vista, mas na maioria das vezes vai tudo no crediário. Fica mais leve’’.(CP)

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