O impacto nos preços
Setores utilizam matérias-primas importadas na produção
Cosméticos - O sindicato da indústria avalia que a alta poderá variar de 6% a 10%. A Avon não vai aumentar seus preços; o Boticário estima alta de até 6% para alguns produtos, como colônias.
Medicamentos - Setor afirm que é possível absorver parte da elevação de custos. O que não for possível absorver será repassado aos preços mais tarde. Governo diz que vigiará de perto
Embalagens - A indústria prevê aumento médio de 28% nos preços, com a variação do dólar em 40%. Metade da matéria-prima de embalagem usada no País é importada. Aumento da embalagem pode elevar o custo final de muitos produtos. Repasse vai depender da participação da embalagem no custo final do produto
Combustível - O governo não deverá repassar a valorização do dólar aos combustíveis já. Especialistas criticam eventual aumento, porque a baixa da cotação do petróleo no mercado internacional em 98 não implicou redução do preço de combustível aqui. Mas preço poderá subir pelo repasse da elevação em fevereiro de 2% para 3% da alíquota da Cofins
Energia elétrica - Preço não será reajustado, segundo o governo, ainda que os custos de produção venham a ter aumento resultante da desvalorização do real, porque o setor ganhou produtividade com as privatizações
Leite e derivados - Produtores não contam com aumento imediato de preço pelo fato de estarmos em plena safra e de as importações serem inferiores a 10% do volume total consumido no País
Farinha, massas e biscoitos - Como 80% do trigo usado no País é importado, e a maior parte da Argentina, com imposto zero, o governo tem pouco espaço para reduzir custos de importação. Assim, preços devem subir.
Pão - Com a alta do trigo, a expectativa é de aumento entre 20% e 30%, passando para R$ 0,12 a R$ 0,15 a unidade de 50 g
Frutas - As frutas frescas importadas, como kiwi, alguns tipos de maçã e ameixa, já subiram cerca de 25%. Para as frutas nacionais é possível também haver algum repasse se houver reajuste nos combustíveis, adubos e fertilizantes
Tecidos e confecções - Expectativa é de alta de preços em toda a cadeia têxtil, da matéria-prima às confecção, a menos que o governo deixe de cobrar a alíquota de importação do algodão em pluma, de 8%, e prorrogue o pagamento de dívidas em dólar.
Eletroeletrônicos - Deve ficar para o fim do mês alguma definição do setor sobre aumento de preço, que não será o mesmo para todos os produtos. É que o peso dos componentes importados no custo de fabricação de fogão, geladeira, tevê e microondas, por exemplo, varia caso a caso
Importados - Os preços de produtos de consumo generalizado (alimentos, bebidas) estão sendo remarcados entre 10% e 30%. Na informática, repasse do cambio é feito diariamente
Carro - Montadoras estão remarcando preços dos nacionais, de acordo com índice de nacionalização do veículo. Aumentos variam de 1,6% a 11%





