O gigante faz 60 anos
PUBLICAÇÃO
sábado, 22 de março de 2003
Da Redação 
Presente em todas as regiões do Brasil, o Bradesco faz parte do pequeno número de empresas que se tornam símbolos bem-sucedidos de seu tempo. O banco que chegou ao posto número 1 do País foi também o primeiro a ingressar na Internet, transitando do velho para o novo com o espírito de liderança que marcam sua trajetória. Também não foi por acaso que primeiro computador do banco, o IBM 1401 adquirido em 1962, foi o primeiro utilizado por uma empresa brasileira.
Desde cedo a administração do Bradesco concluiu que um poderoso sistema de informática e telecomunicações garantiria tranquilidade para expandir a rede. Foi essa infra-estrutura que permitiu ao banco chegar ao final do ano passado com 13 milhões de clientes e a maior rede de atendimento do mercado, com mais de 7.300 pontos.
E pensar que apenas 60 anos separam o livro diário em que os primeiros bancários registravam em caligrafia meticulosa o movimento cotidiano das agências no início da vida do Bradesco, da tecnologia de ponta dos atuais sistemas de auto-atendimento.
Ao longo desse período, o banco alcançou reconhecimento como referência em soluções tecnológicas para o cliente, expandiu o atendimento para todo o território nacional e inovou em produtos e serviços financeiros.
Na última década, quadruplicou seu tamanho e, nos últimos cinco anos, triplicou. 0s ativos totais consolidados passaram de R$ 38,5 bilhões em 1995 para R$ 142,773 bilhões em dezembro de 2002 um porte significativo em qualquer mercado. A carteira de crédito, leasing e adiantamento sobre contratos de câmbio (ACC) de R$ 50,801 bilhões é uma das maiores do mercado. O Banco centralizou os negócios de financiamento ao consumo na marca recentemente adquirida do banco Finasa e lançou a maior financeira do mercado, com R$ 7 bilhões de ativos.
Aquisições Parte dessa evolução foi garantida pela política de aquisições, acelerada na segunda metade da década passada, em 1997, com a compra do BCN e do Credireal. As duas operações aumentaram em 58,7% o tamanho do Bradesco. Em 1999, foi a vez do baiano Baneb; em 2000, o Boavista; em 2001, o Banque Banespa International, com sede em Luxemburgo. Em 2002, só no mês de janeiro, o Bradesco comprou o Banco Mercantil de São Paulo, o Banco Cidade e o Banco do Estado do Amazonas (BEA). Além disso, adquiriu a área de administração de recursos de terceiros do Deutsche e fez uma parceria com a Ford Credit Holding Brasil para o financiamento da venda de veículos.
A dose foi repetida no início deste ano com o anúncio da maior aquisição feita pelo Bradesco, a do Banco BBV Brasil, controlado até então pelo espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, o BBVA, por R$ 2,63 bilhões, e da área de administração de recursos de terceiros no Brasil do banco norte-americano JP Morgan.


