O freguês sempre tem razão
A velha máxima de que ''o freguês tem sempre razão'' é seguida à risca pelos feirantes da Saul Elkind, principalmente aqueles que ainda utilizam antigas balanças para pesar seus produtos. Eles preferem deixar passar alguns gramas a mais do que enfrentar a cara feira do consumidor. O produtor rural e feirante, Tadayoshi Sumia é um desses. ''O freguês tem sempre razão e, por isso, a gente sempre deixa passar até 100 gramas'', diz ele, orgulhando-se de que nesses anos todos de feira nunca teve reclamação por causa do peso.
Começando a trabalhar na feira há poucos dias, o casal Ione Alves de Oliveira e João Ramos Lourenço conhece as vantagens da balança eletrônica, embora esteja usando uma mecânica tipo em L. Eles têm um sacolão e lá tudo é pesado na balança digital.''Assim que sobrar um dinheiro vamos comprar uma eletrônica para trazer na feira'', comenta Ione, que não tem dúvidas da precisão do equipamento eletrônico.
Precavido, o casal Joêmia Matos da Silva Prado e Rildo Dias Prado possui duas balanças - uma eletrônica e a outro do tipo em L. ''A gente usa mais a eletrônica, esta outra aqui (L) é mais utilizada nos dias de apuro. É muito mais fácil transportar a eletrônica que pesa em torno de três quilos e meio'', comparou Prado. Já o motorista Aparecido Pincetta, que fazia compras na feira, nunca presta a atenção nas balanças. Você confia no peso? ''Nem reparo'', responde ele. Outro consumidor que estava ao lado comentou que balança é igual político: ''são todas iguais''. (V.B.)





