Curitiba - A safra paranaense de grãos percorre um longo percurso até chegar ao consumidor estrangeiro. O maior parte da produção exportada sai do estado via Porto de Paranaguá. Para não haver problemas com o destino das cargas e com a qualidade dos produtos, este trajeto é totalmente planejado. Só entram no complexo portuário, caminhões ou vagões que já tenham destino certo para suas cargas.
Primeiramente os caminhões que chegam pela BR-277 são encaminhados ao pátio de triagem, onde é feita a verificação documental e física da carga. Apenas cargas de grãos soltos (a granel) e farelo de soja passam por esta etapa, grãos em saca, contêineres, granéis líquidos e outros produtos seguem direto para os armazéns.
Após serem chamados pelos auto-falantes, os caminhões dirigem-se para um posto da Empresa Paranaense de Classificação (Claspar) para ser feita a inspeção da carga. Os técnicos da empresa avaliam os níveis de impureza, umidade, presença de organismos transgênicos, tóxicos e outras irregularidades. No caso da carga não estar de acordo com os padrões internacionais de qualidade, ou estar em desacordo com a nota fiscal emitida, ela poderá ser refugada.
A análise da soja em grão e do milho é feita imediatamente. No caso do farelo de soja, a análise é feita por amostragem, uma a cada mil toneladas por exportador. Segundo o gerente regional da Claspar, César Simão, aproximadamente 5% das cargas são refugadas. Com funcionamento 24 horas, a Claspar do porto analisa, em média, 900 caminhões por dia.
Se a carga está correta, ela segue para a moega, um local onde caminhões e vagões de trem descarregam seu conteúdo. Soja, milho e farelo seguem para os silos de armazenagem, cada um dos 11 silos tem sua própria moega. O silo público (silão), que recebe apenas soja convencional, tem 3 moegas. A pleno vapor, elas podem receber até 20 mil toneladas por dia.
O material despejado na moega sobe por elevadores até células de armazenamento, cada uma com capacidade de mil toneladas. Elas que levam os grãos até os silos correspondentes. A partir daí o transporte ocorre sobre as cabeças dos funcionários, através de esteiras rolantes suspensas que levam os produtos dos silos até os ship loaders (carregadores de navios). Silos, correias de transporte e ship loaders formam o chamado ''corredor de exportação'', que possui capacidade de embarque de 14,5 mil toneladas por hora. (A.A)

mockup