O desafio está na distribuição do produto
Que atire a primeira calculadora quem nunca se viu diante de uma equação matemática e ficou se perguntando o que era aquilo! Para desmistificar a tão temida ciência, há mais de 30 anos, o matemático Genésio Correia de Freitas desenvolve materiais didáticos. Por meio do lúdico é mais fácil a criança aprender, diz. A linha completa contém 80 itens para serem utilizados nos ensinos fundamental e médio. São jogos confeccionados em EVA para ensinar noções matemáticas a partir dos seis anos de idade.
O principal desafio não está na criação e sim na distribuição do produto, analisa Freitas ao reclamar que o comércio em geral se interessa pouco pelos produtos educativos. São poucos que enxergam o poder de aprendizado do material. Até mesmo professores, o meu público, registram uma certa apatia que sacrifica o resultado do produto, observa. A linha de produtos está no site www.brin-qmobil.com.br.
Segundo a Associação Brasileira de Brinquedos Educativos (Abrine) a participação no mercado geral de brinquedos está retraída em até 50% por causa da obrigatoriedade da certificação do Inmetro. Muitos sobrevivem na categoria artesanato, explica o presidente da Abrine, Ronaldo Moreira. Somente 14% dos associados participarão da edição 2009 da Abrin maior feira do setor para lançamentos de produtos. Moreira explica que há uma diversidade de design de brinquedo artesanal, certamente superior ao industrializado, mas os educativos não conseguem competir com a forte propaganda destes produtos. (C.P.)





