Há uma profissão que mesmo diante de toda a tecnologia disponível será sempre necessária: a de professor. Alguém que lhe dê a mão, ensine as palavras, os números e faça a vida ser diferente e melhor será sempre imprescindível. ''Acredito que o professor possa fazer diferença na vida de uma criança, de um jovem, despertando seu interesse por diversas áreas. E acredito que a sociedade vai continuar sempre precisando de um professor'', sentencia Sueli Edi Rufine, coordenadora do curso de mestrado em Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL). E mais do que fazer diferença na vida das pessoas, ela pontua que a educação - e a figura do professor - é muito importante em qualquer país que deseja se desenvolver.
Hoje, Dia do Professor, especialistas contam à FOLHA um pouco sobre a carreira, as mudanças desse profissional, o mercado de trabalho e o futuro dos mestres. Entre agruras e recompensas, ser professor é ter uma profissão interessante e repleta de desafios. ''Temos (professores e escola) a necessidade de oferecer uma educação que possa ser valorizada, fazer o aluno se sentir competente, inserido naquele mundo'', pontua a professora.
A profissão no mundo atual, segundo Sueli, exige dinâmica. Os profissionais, acrescenta, precisam se atualizar o tempo todo para poder acompanhar o aluno que vem de um mundo - fora da escola - sempre em movimento. ''Muitos problemas de disciplina, por exemplo, têm relação com o fato de que os alunos não se interessam pelo que a escola oferece, e a escola precisa ser interessante, desafiadora'', observa. É claro que os problemas sociais, aponta ela, muitas vezes estão além das possibilidades do professor, por isso é preciso oferecer ao aluno um conteúdo desafiador para que ele se envolva com a educação.
''Não é simples, é desafiador'', resume Sueli. Por isso, afirma, quem deseja ser um bom professor nos dias de hoje precisa procurar meios de se aperfeiçoar e se preparar para estar em contato com o aluno. ''Acredito na profissão. Acredito que por meio de uma boa formação de professor a gente possa transformar o ensino e, consequentemente, as pessoas'', afirma a coordenadora do curso de mestrado em Educação.
Apesar de não ser uma profissão tão promissora, cheia de dificuldades, nem sempre remunerada à altura, Sueli considera que a carreira de professor está constantemente em alta. ''Quem faz pedagogia sai empregado. É difícil algum aluno que termine o curso com o mínimo de preparo que não consiga uma colocação. Mercado de trabalho tem'', garante, acrescentando que não dá para ficar rico como professor, mas é possível conseguir uma boa colocação e remuneração. O mercado tem se apresentado tão bom para quem tem preparo, segundo Sueli, que cursos de aperfeiçoamento, como especialização, mestrado ou doutorado em educação são sempre muito procurados. (Leia mais na Pág. 3 do primeiro caderno)

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