'O custo está cada vez maior do que o benefício'
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terça-feira, 07 de fevereiro de 2017
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
O agricultor Evandro Favoreto Pelizaro, de Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina), está terminando a colheita da soja e deve iniciar nas próximas semanas o plantio do milho safrinha. Antes de colocar as sementes na terra, ele faz uma adubação de base e aplicações de inseticidas, herbicidas e fungicidas. Tudo para garantir a produtividade.
Pelizaro destina 150 alqueires para o milho safrinha. Em média, ele colhe em torno de 270 sacas de milho por alqueire. Para garantir uma boa produção, o produtor monitora a qualidade do solo com análises a cada dois anos e corrige o solo com calcário conforme a necessidade. Ele também compra sementes com alto potencial genético.
Apesar das precauções para garantir a produtividade, Pelizaro amarga duas safras de prejuízos causados por fenômenos climáticos. "Espero produzir um pouco este ano para reduzir o prejuízo, mas as perspectivas não são boas. Tem muita gente plantando milho e o preço atual precisaria aumentar uns 20% para viabilizar a produção", afirma o agricultor.
Segundo ele, a cada ano a rentabilidade está menor. "O custo está cada vez maior do que o benefício. Estou triste com o cenário nacional do agronegócio. Depois de dois prejuízos estou tentando me levantar", diz.
Mesmo com as perspectivas negativas, Pelizaro deve plantar a mesma quantidade de milho do ano passado. E destinar em torno de 10% ou 20% da área para o trigo para formação de matéria orgânica. (A.M.P.)


