'O clima estava inseguro na empresa', relata ex-ecretária
Curitiba - Edith Castro da Cruz foi demitida pela TMT e atuava como secretária da área de manufatura. Ela acompanhou o trabalho na fábrica desde o primeiro dia de funcionamento. ''O clima estava inseguro na empresa'', disse. Ela contou que a empresa começou a ser afetada em 2004 com a queda do dólar.
Antes de trabalhar na TMT, coincidentemente, Edith era funcionária da Chrysler, onde atuava no setor de recursos humanos. Antes de sair da montadora, fez todas as rescisões de contrato dos funcionários demitidos.
Ela mora em Campo Largo e acha difícil conseguir um novo emprego na cidade. Agora tem planos para procurar uma nova vaga em Curitiba ou São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba). Edith também tem os pais que dependem financeiramente dela e, por isso, espera conseguir uma nova vaga em breve. A funcionária contou que, durante o tempo que trabalhou na TMT, a empresa sempre respeitou os empregados nas questões trabalhistas além de oferecer benefícios.
O Banco HSBC também anunciou o corte de funcionários na sexta-feira. O banco demitiu 397 no País em função da reestruturação do negócio de aquisição de contas. No Paraná, atuam 7 mil funcionários do grupo e cerca de 100 foram demitidos. No Brasil, o banco tem cerca de 28,5 mil funcionários.
Nesta última semana, o Frigorífico Garantia, de Maringá, anunciou o encerramento das atividades e a demissão de 800 pessoas. Os principais motivos que levaram a empresa a fechar as portas foram a desvalorização do dólar e a crise provocada pelo anúncio dos focos de febre aftosa em outubro de 2005 no Paraná e no Mato Grosso do Sul. (A.B.)





