O Brasil precisa mostrar sua cara
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sexta-feira, 03 de dezembro de 2010
Mariana Fabre<BR>Reportagem Local 
Três ações são necessárias para despertar o interesse de investidores americanos no Brasil: a primeira é marketing, a segunda é marketing e a terceira é marketing, destaca o consultor Jason Porter, que visitou a redação da FOLHA ontem depois de participar de um evento na cidade. Porter morou no Brasil no final dos anos 80 e chama a atenção para a necessidade de o País realizar ações de marketing para que investidores do restante do mundo saibam como a situação econômica está favorável atualmente aqui.
Segundo o consultor, muitos norte-americanos visitam o Brasil quando jovens, seja como estudantes ou como missionários religiosos. Depois, a maioria se torna empreendedor com dinheiro para investir. Mas para escolher o Brasil como destino desse investimento, eles precisam saber que a situação do país melhorou muito, comenta.
As últimas demonstrações de estabilidade da economia brasileira, principalmente em relação à crise de 2008, atraem o interesse dos investidores norte-americanos. Mas, segundo Porter, apenas daqueles que têm conhecimento a respeito. A maioria dos americanos não está atento ao que ocorre no restante do mundo. Por esse motivo é fundamental que as informações positivas em relação à economia brasileira sejam amplamente divulgadas, reforça.
O consultor esteve na cidade para participar do II Seminário Internacional Londrina 76 anos. O evento, realizado pelo Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), teve como tema central Crescimento econômico e desenvolvimento sustentável. Na ocasião, Porter ministrou a palestra Atração de investimentos internacionais para desenvolvimento de cidades.
Na avaliação do consultor, a área mais fácil para que qualquer companhia invista no exterior é a de call center, pois é um negócio barato para a empresa e gera muitos empregos, contribuindo para o desenvolvimento econômico. Eu mesmo trabalho como consultor para empresas norte-americanas que contratam call-center na Índia e Filipinas, relata.
Para Jason Porter, o único empecilho para esse tipo de empresa no Brasil é o idioma, pois é preciso que o atendimento seja feito em inglês, e com o mínimo de sotaque possível. Para isso, as cidades brasileiras, como Londrina, precisam promover o aprendizado do inglês, principalmente para crianças de escolas públicas. Desenvolver parcerias nesse sentido seria muito interessante para Londrina, trazendo professores norte-americanos para ensinar inglês em um regime de imersão, sugere.
O consultor observa que Londrina possui várias universidades e centenas de profissionais capacitados se formam todos os anos na cidade. Esses aspectos tornam o município atraente para investimentos, pois a mão de obra é qualificada e barata para os padrões norte-americanos.


