'O Brasil é uma das últimas reservas da alegria', diz Domênico de Masi
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terça-feira, 19 de setembro de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
Dedicar tempo ao lazer e trabalhar apenas o suficiente para cumprir tarefas pré-determinadas, sem levar trabalho para casa e nem comprometer o convívio familiar. Isto parece impossível nos dias de hoje para a maioria dos trabalhadores que se orgulha do estresse diário e da sobrecarga de trabalho. Um equívoco, segundo a tese do sociólogo italiano Domênico de Masi, que ontem fez palestra, em Curitiba, para uma platéia curiosa e atônita com as palavras e conceitos nada convencionais do professor que tem causado polêmica em todo o mundo. Autor do livro O Ócio Criativo e a Emoção e a regra, Domenico de Masi é um crítico ferrenho do modelo social, da empresa moderna e da burocracia que impera nos escritórios, sejam públicos ou privados. O burocrata é um ser irrecuperável, mas ele não é um vencedor, é um sádico. Não há lugar para ele na sociedade pós-industrial, profetiza. Com bom humor constante, Domênico de Masi não teme passar para a história como alguém que pregou o fim do trabalho. Ócio criativo não é a preguiça. Não sou preguiçoso e até durmo pouco, brinca.


