Depois de se tornar líder nacional na fabricação de perfumes, com 35% das vendas, a indústria paranaense O Boticário pretende concentrar mais seus negócios na fabricação e venda de produtos para tratamento da pele. Prova disso são os novos investimentos que a empresa faz na ampliação de sua estrutura fabril. O Boticário investe R$ 14,4 milhões para aumentar a capacidade de produzir cremes e maquiagem. A inauguração será até julho.
A mudança estratégica na atuação é para fidelizar mais a clientela, disse ontem o presidente de O Boticário, Miguel Krigsner. ‘‘Ao contrário do consumidor do perfume, o consumidor de cremes é mais fiel à marca’’, afirmou. Krigsner esteve, com o governador Jaime Lerner, no Palácio Iguaçu, para assinar o acordo que dá direito à empresa de receber incentivos fiscais para ampliar suas instalações. O Boticário poderá adiar o recolhimento de 50% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que for gerado em consequência do aumento da fábrica. A empresa recolhe atualmente R$ 20 milhões em ICMS ao ano.
Num prazo de quatro anos, O Boticário passará a produzir 70 milhões de unidades, entre perfumes, maquiagem e produtos para a pele – quase 60% mais que o volume atual. Hoje a empresa fabrica 43 milhões de unidades e tem faturamento anual de R$ 270 milhões.
Segundo o presidente de O Boticário, o mercado de perfumaria e cosméticos passa por um período de aquecimento nas vendas. Krigsner disse que a produção alavancou após o governo federal ter baixado de 45% para 20% a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para produtos de tratamento, o que ocorreu em março. O Boticário exporta apenas 3% do que fabrica.

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